domingo, 13 de dezembro de 2015

Aberta a Porta Santa da Basílica São Paulo fora-dos-muros

Roma (Rádio Vaticano) – Além da Porta Santa da Basílica São João de Latrão aberta pelo Santo Padre, também foi aberta na manhã deste domingo, 13 de dezembro, a Porta Santa da Basílica São Paulo fora-dos-muros. A cerimônia foi presidida pelo Cardeal Arcipreste James Harvey, que em sua homilia destacou ser “este o tempo da Igreja reencontrar o sentido da missão e fazer sentir a todos aquele amor de Deus que perdoa, que consola e que dá esperança”.

“O lema do Jubileu Extraordinário – observou – foi extraído do Evangelho: Misericordiosos como o Pai. Na misericórdia, de fato, temos a prova de como Deus ama. Ele se dá totalmente para sempre, gratuitamente. Ele vem salvar-nos da condição de fraqueza em que vivemos e a sua ajuda consiste no fazer-nos acolher a sua presença e proximidade. A cada dia tocados pela sua compaixão, podemos também nos tornar compassivos para com os outros”.

O Cardeal Harvey sublinhou que todos somos chamados a viver a Misericórdia, porque a nós, por primeiro ela foi dada, pelo Sacramento da Penitência:

“O Papa coloca no centro o Sacramento da Reconciliação, pois permite tocar com as mãos a grandeza da misericórdia, para que seja para cada penitente ponte de verdadeira paz interior”.

O purpurado exortou os fieis a redescobrirem as obras de misericórdia, quer espirituais quanto corporais, e a não perder nunca a esperança diante de um mundo que parece não tê-la mais, mas de entregar-se ao Senhor e de olhar para este Jubileu como um novo ponto de partida:

“O Jubileu da Misericórdia com o qual a Igreja, em nome de Cristo, o Bom Samaritano por excelência, proclama com renovado vigor e insistência para toda a humanidade, cristã ou não, de que o amor de Deus é mais forte do que os nossos pecados. O convite à conversão feito por Cristo à sua Igreja é sempre acompanhado por um forte convite à esperança”.

A Rádio Vaticano ouviu alguns testemunhos de fieis presentes na cerimônia:

“Para nós, cristãos, é um pouco a universalidade o conceito a que este Jubileu pretende chegar: quer chegar a todos. São Paulo foi o Apóstolo dos Gentios, ele não ficou somente na Galileia, mas levou o cristianismo por todo o mundo. Abrir a Porta Santa na Basílica de São Paulo é como dizer que este amor deveria ser enviado a todos os povos, a todas as pessoas da terra”.

“A nível espiritual, significa abrir também nós o coração a Cristo, que vem no Ano da Misericórdia. Significa uma acolhida dos peregrinos que vem buscar a misericórdia”.

“O Jubileu significa abertura, na vida que se está vivendo, de uma fase nova em que, com o esforço e com a graça de Deus, se pode receber o perdão e comprometer-se com alguma coisa para sermos melhores”.

“Eu estive na abertura da Porta Santa na Basílica de São Pedro e para mim foi um momento muito especial, um momento em que a Porta se abriu realmente em direção a um espaço que não tem limites. Estes momentos são para mim uma abertura, uma esperança de que se pode ir além”.
















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