domingo, 18 de outubro de 2015

Atenção fiéis Católicos Apostólicos Romanos!!!

Tomamos conhecimento de cerimônias religiosas realizadas por este rapaz chamado Eduardo Cavalcante (foto), que faz parte dos quadros de "padres" da Igreja Católica Apostólica Brasileira (ICAB) e reside em nossa cidade de Belo Jardim-PE.

Embora seja muito conhecido no meio católico belojardinense, por ter durante muito tempo participado de um importante grupo de jovens e da equipe de leitores de algumas paróquias da cidade, o jovem Eduardo apostatou a fé católica indo parar na ICAB, onde tornou-se "padre".

Usando de má fé. Eduardo Cavalcante anda celebrando rituais religiosos aos quais tem participado um número considerável de fiéis Católicos Romanos, acreditando ser o mesmo um Sacerdote Católico Romano por o terem conhecido nos movimentos da Igreja. Ano passado, no dia de finados, esteve no cemitério local "abençoando" os túmulos. E no último dia 12 de outubro, "celebrou" missa em uma residência onde participaram muitos fiéis católicos, inclusive conhecidos nossos, que ficaram espantados quando informamos que o jovem não era padre Católico Romano.

Advertimos que tais rituais não possuem nenhuma validade, e que a participação nos mesmos é vetada para nossos fieis de acordo com o que prescreve o Código de Direito Canônico em seu cânone 844, § 1.
Cân. 844 § 1. Os ministros católicos só administram licitamente os sacramentos aos fiéis católicos que, por sua vez, somente dos ministros católicos licitamente os recebem, salvas as prescrições dos §§ 2, 3 e 4 deste cânon e do cân. 861, § 2.
Tais celebrações também não se enquadram nas exceções mencionadas no §2, do mesmo cânone 844.
§ 2. Sempre que a necessidade o exigir ou verdadeira utilidade espiritual o aconselhar, e contanto que se evite o perigo de erro ou indiferentismo, é lícito aos fiéis, a quem for física ou moralmente impossível dirigir-se a um ministro católico, receber os sacramentos da penitência, Eucaristia e unção dos enfermos das mãos de ministros não-católicos, em cuja Igreja esses sacramentos são válidos.
EXPLICAÇÃO AO § 2: No caso de nossa cidade este paragrafo não se aplica devido ao fato de termos 5 padres nas quatro paróquias da sede do município e um padre na Área Pastoral de Serra do Vento. Mesmo que não houvesse esta facilidade de acesso aos nossos sacerdotes, os fiéis não podem participar da cerimônias guiadas pelo “padre” Eduardo Cavalcante devido ao fato de a Igreja Católica Apostólica Brasileira não ter seus sacramentos reconhecidos pela Igreja Católica Romana.

O "padre" Eduardo Cavalcante tem todo o direto de celebrar a forma de culto segundo a disciplina da sua igreja e para aqueles que seguem a sua denominação. Para isto ele está encoberto pelo artigo quinto da Constituição da Republica Federativa do Brasil que lhe garante liberdade de culto e proteção por parte do Estado. No entanto, cabe a sua consciência moral, e é nossa obrigação com a verdade dos fatos, informar aos fiéis Católicos Romanos que por acaso forem participar de tais encontros, que os ritos celebrados pelo mesmo, em nada tem haver com a Igreja Católica Apostólica Romana. A fim de que os fiéis não participem de tais celebrações achando que estão gozando as graças dos sacramentos pela forma que a Igreja Católica acredita ser legítima e válida.

O QUE É A IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA BRASILEIRA (ICAB)?

Esta denominação foi fundada em 6 de julho de 1945, por Dom Carlos Duarte Costa, que foi deposto da diocese de Botucatu por motivos administrativos. No aspecto político, Dom Carlos era duro crítico do regime autoritário de Getúlio Vargas no Brasil e da aliança do Vaticano com os regimes totalitários europeus. No aspecto eclesiástico, mantinha posição contra a doutrina da infalibilidade papal, decretada no Concílio Vaticano I, e a favor de uma posição pastoral mais liberal quanto ao divórcio e à liberdade para os clérigos se casarem. Também defendeu e realizou atos litúrgicos na língua vernácula, antecipando-se ao que foi decretado tempos depois pelo Concílio Vaticano II. No entanto, na época em que estava como Bispo da Igreja Católica Apostólica Romana, tais atitudes não tinham o respaldo da alta hierarquia romana, caracterizando, segundo o entendimento da época, rebeldia aos ensinamentos oficiais da Igreja.

Em 1944 foi preso por ordem do governo brasileiro, a pedido do núncio apostólico. No entanto, meses depois foi libertado por pressões internacionais encabeçadas pelo presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt e pelo primeiro-ministro britânico Winston Churchill. Em 1945, Dom Carlos criou uma teoria conspiratória na qual o Vaticano estaria organizando uma operação a fim de permitir a fuga de oficiais nazistas após a derrota alemã na Segunda Grande Guerra Mundial. Assim, Dom Carlos foi excomungado pelo Papa Pio XII, porém ignorou a mesma e, em 6 de julho de 1945, no Rio de Janeiro, fundou juridicamente a Igreja Católica Apostólica Brasileira. Semanas depois, especificamente em 18 de agosto, lançou o "Manifesto à Nação".
Dom Carlos, no dia 15 de agosto de 1945, ainda sem ter recebido oficialmente a excomunhão de Roma, ordenou, sem a Bula apostólica do Papa, o primeiro Bispo, Dom Salomão Barbosa Ferraz, então Bispo-eleito da Igreja Católica Livre (fundada em 1936).

Depois do ato de sagração do primeiro Bispo, Dom Carlos providenciou a ordenação de mais sete Bispos para a ICAB. E, os Bispos por ele sagrados auxiliaram na propagação do catolicismo independente de Roma no exterior. Segundo o então Código de Direito Canônico de 1917, mantido o mesmo teor no atual Código de Direito Canônico de 1983, todos os bispos ordenados por Dom Carlos sem o mandato pontifício foram excomungados automaticamente.

Sem a subordinação à Roma, implementou posturas eclesiais que a diferenciaram em maior grau do catolicismo romano antes do Concílio Vaticano II. Após este citado Concílio, algumas posturas que as diferenciavam ficaram diluídas:
  • Abolição do uso obrigatório da batina fora dos cultos, atos litúrgicos e missas. Fora dos atos litúrgicos o clérigo deveria usar vestes civís comuns.
  • Abolição do uso do latim dos cultos, atos litúrgicos e missas, passando ao uso do idioma vernáculo nacional.
  • Ministração do Sacramento do Matrimônio para os desquitados e, posteriormente, para os divorciados, após a devida comprovação das causas da dissolução do primeiro casamento.
  • Abolição do celibato clerical obrigatório; foi permitido o casamento aos padres e bispos.
  • Abolição da confissão auricular (em privado, para o padre). Foi re-instaurada a confissão geral.
  • Assunção de compromisso explícito da Igreja para com a superação das condições de pobreza e miséria do povo;
  • Adoção da pregação de um regime político-econômico na linha mais socialista cristã (antecipação do que viria a ser a denominada Teologia da Libertação).

Um comentário:

  1. Boa tarde!
    Realmente o padre acima citado não faz parte da Igreja Católica Apostólica Romana nem tampouco da Igreja Católica Apostólica Brasileira em Pernambuco,faço parte da referida Igreja meu irmão e fico muito triste quando vejo pessoas como você semear discórdia no meio de nós, que somos católicos e acima de tudo cristãos. Assim sendo,o primeiro Bispo Sagrado por SÃO CARLOS DO BRASIL foi aceito por Roma sem ser ré-ordenado será que nossos sacramentos tem validade? ou será que foram com a cara de Dom Salomão?

    ResponderExcluir

Obrigado suas opniões são muito importantes para nós!