terça-feira, 4 de agosto de 2015

Jovens do Movimento Eucarístico (MEJ) encontrarão Francisco

Cidade do Vaticano (Rádio Vaticano) – Há cem anos da fundação do MEJ (Movimento Eucarístico Jovem), realiza-se em Roma a partir desta quarta-feira (5/8) um Encontro Internacional que culminará com a audiência com o Papa Francisco na sexta-feira (7/8). O Movimento, promovido pelos jesuítas, é o braço jovem do Apostolado da Oração. Presente em 56 países dos cinco continentes, conta com mais de 1 milhão e cem mil participantes com idades entre 5 e 25 anos. “Para que a alegria esteja convosco” é o título do encontro apresentado esta terça-feira em Roma.

Serão 1.500 jovens de 38 delegações nacionais que irão protagonizar uma semana de intensa programação em Roma, marcada por encontros, orações, conferências, peregrinações e também de festa, já que a alegria é o tema em torno do qual se realiza o encontro. Cada dia será caracterizado por um tema: de “A alegria de nos encontrarmos juntos”, passando pela “A alegria da missão”, até “A alegria de ser povo de Deus”. O dia 7 de agosto será dedicado ao encontro com as primeiras comunidades cristãs, com a visita à Catacumba de São Calixto, mas acima de tudo será o dia do encontro com o Papa Francisco, a quem os jovens farão algumas perguntas. Sobre este encontro, a Rádio Vaticano conversou com o Padre Jesuíta Loris Piorar, responsável pela MEJ Itália:

“Nestas perguntas os jovens se mostrarão desejosos de profundidade, de intimidade e de profundidade. As perguntas ao Santo Padre terão como objetivo descobrir a profundidade da Eucaristia. São questionamentos que não pedem noções, não pedem somente afirmações, mas pedem paradoxalmente ao Santo Padre para contar quase que um pouco de si mesmo, no sentido de poder dizer aquilo que realmente está em seu coração. São perguntas que desejam entrar em intimidade com o Santo Padre. Uma outra pergunta, que será sobre jovens e a família, não será sobre o que é a família, mas sobre como eu jovem posso descobrir na família um lugar de amor e como eu posso amar na família. Ir um pouco às raízes, neste sentido, às raízes daquilo que é a alegria, daquilo que é a Eucaristia, daquilo que é a missão hoje. O que é muito bonito é que provavelmente cada país colherá estas respostas de maneira diferente, justamente porque a missão para cada país, segundo onde se encontra, é vivida e percebida em maneira diferente. Será muito interessante como o Santo Padre, consciente de quem tem diante de si, poderá responder. Para nós será também uma coisa muito bonita, pois estas perguntas que escolhemos são as perguntas que fazem parte, num certo sentido, de todo o MEJ mundial, na preparação dos encontros. As respostas do Santo Padre serão, nem certo sentido, quase um texto de referência para o MEJ”.

RV: Quais são os grandes desafios para os jovens? Quais são os seus medos?

“O grande desafio é poder viver aquilo que eu vivo em uma comunidade que me compreende, que me permite partilhar, que me escuta, em uma situação externa em que talvez este não seja o critério fundamental. Como ter juntas estas duas dimensões? E penso que este seja o grande desafio, talvez na realidade o grande desafio da missão para os nossos jovens seja poder dizer: como eu testemunho a minha fé, a minha partilha, a minha interioridade, a minha intimidade, também em um mundo que talvez não somente não faça disto um ponto de força, mas até mesmo faça dele um ponto de fraqueza e de fragilidade. Estes jovens do MEJ são jovens que têm atenção à própria fragilidade, à própria sensibilidade, porém, como vivê-la fora do movimento? Eles sabem que no movimento existe um espaço de partilha, mas como vivê-la fora e como encontrar um justo equilíbrio para isto? Penso que este seja um dos grandes medos que eles têm”.

RV: Se fala de 1.500 jovens de 38 delegações, provenientes portanto dos países os mais diferentes possíveis. Estarão ausentes, infelizmente, delegações de países que vivem dramáticas situações sócio-políticas. E isto talvez seja, realmente, a grande dor...

“Sim, isto é, num certo sentido, um pouco o amargo na boca para aqueles que gostariam de vir, mas que por condições exteriores a eles, devem permanecer em casa. Alguns nos escreveram com grande tristeza, especialmente de alguns países africanos, dizendo: Nós que gostaríamos de ir e fazer esta experiência, não podemos, pois existem tantos temores, mesmo em relação a nós...”. Temores no sentido de que é sempre um jovem vindo de um certo país que vem para a Europa, e às vezes as próprias embaixadas criam um pouco de dificuldades, porque um jovem que vem de um país que vive uma situação dificilíssima, é compreensível que quando chega na Europa possa também desejar, e isto já aconteceu na história, mesmo nestes eventos assim grandes, de ficar. O que é compreensível para alguém que vive em uma situação difícil e não mais tranquila como a nossa. Um momento muito bonito será no sábado, 8 de agosto, quando estarão presentes alguns jovens refugiados do Centro Astalli dos Jesuítas, que contarão as suas histórias a todos os outros jovens. Estávamos em busca de um grande testemunho, mas um testemunho que unisse todos, era muito difícil. Neste sentido, o refugiado une todos os países, porque todos os países vivem esta dimensão do refugiado, do choque de culturas, das dificuldades de acolhida. Haverá também um jovem que desembarcou em Lampedusa e este será um momento realmente muito bonito”.

Em sintonia com a Igreja, o Movimento Eucarístico Jovem (MEJ) é um movimento que se propõe oferecer uma formação cristã para crianças, adolescentes e jovens, nos níveis: espiritual, humano, pessoal e sócio comunitário. O MEJ trata-se de uma ramificação da associação do Apostolado da Oração, sendo a sua seção voltada para os jovens católicos. Os seus membros são chamados, no Brasil, de "mejistas" e os grupos de cada local são chamados "Centros" ou "Núcleos".

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