quarta-feira, 3 de junho de 2015

Indicações rituais para “Corpus Christi”

A preparar:
— Casula e estola para a Missa e pluvial e véu umeral para a procissão (brancos, dourados ou prateados)
— Evangeliário sobre o altar (se não houver Diácono ou Concelebrantes)
— Ostensório
— 2 hóstias para serem consagradas (Cerimonial dos Bispos, n. 388)
— 2 turíbulos, conservando o segundo para a procissão e o principal para a Missa e a exposição eucarística (Cerimonial dos Bispos, n. 388)
— Pálio para a procissão, que serve que tenda móvel e não a insígnia arquiepiscopal
— Altares ornados com o necessário para a adoração e bênção eucarísticas durante a procissão
— Tudo quanto é necessário para uma Missa solene, tanto conforme se o Celebrante for um Presbítero, quanto se ele for um Bispo
O rito:

01. A Liturgia da Palavra possui uma Sequência própria, a ser cantada por todos, ainda sentados, antes da proclamação Evangelho.

02. A Missa segue o rito comum até o fim da Comunhão: mantendo o corporal sobre o altar, enquanto purifica os vasos, o Celebrante (ou o Diácono) toma a segunda hóstia que foi consagrada e não foi consumida e a expõe no ostensório. Esta exposição solene não permite trono para estar sob o ostensório, mas deve ser feita imediatamente sobre o altar e o corporal.

03. Todos que passarem diante da exposição solene, após a Comunhão, fazem genuflexão.

04. Rezada a Oração Depois da Comunhão, o Celebrante retira sua casula (e a estola, se for diferente daquela do pluvial) e veste o pluvial, também chamado de capa De Asperges. Concelebrantes também podem vestir pluvial, mas Diáconos mantêm-se paramentados com suas dalmáticas.
 
05. O Celebrante dirige-se para a frente do altar, enquanto os ministros lhe levantam as extremidades do pluvial. Fazem genuflexão e, de pé, o Celebrante impõe incenso nos dois turíbulos e volta a ajoelhar-se. É-lhe dado o primeiro turíbulo e com ele incensa o Santíssimo. Fazem-se alguns instantes de adoração silenciosa.

06. Enquanto isso, o crucífero inicia a procissão, ladeado por dois ceroferários, com as velas.

07. O Celebrante recebe o véu umeral e toma nas mãos o ostensório, cobrindo-lhe a base. Os turiferários vão à sua frente. Ao seu lado avançam os ceroferários, com as velas. O Celebrante situa-se abaixo do pálio, sustentado por fiéis dignamente vestidos. Todos os outros carregam velas acesas.

08. Se no trajeto acontecer bênção eucarística, o ostensório é posto sobre o altar propositalmente preparado, sem exagero em imagens (exceto as de anjos), mas com flores e velas no maior número possível. O Celebrante incensa o Santíssimo, enquanto todos cantam o Tão sublime. A seguir, ele recita o versículo Do céu, ao que todos respondem Que contém, e ajunta a oração Senhor, que neste admirável Sacramento. O Celebrante toma nas mãos de novo o ostensório, traça a bênção em forma de cruz grega, enquanto todos estão em silêncio, e, depois, continuam a procissão.

09. Pode haver bênção à porta da igreja, sempre observando-se o mesmo rito. As aclamações Bendito seja Deus e a Oração pela Igreja, pelo Clero e pela Pátria (Deus e Senhor nosso, protegei a Vossa Igreja) também podem ser feitas.

10. Ao fim de tudo, despede-se o povo como no fim da Missa e recolhe-se o Santíssimo Sacramento no sacrário. 
 

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