sexta-feira, 19 de junho de 2015

Ideologia de Gênero: um mal para a sociedade



Por Jefferson Manoel de Souza Silva*

A ideologia de gênero, é uma teoria segundo a qual os dois sexos masculino e feminino são considerados construções culturais e sociais.

O termo gênero (ou gender), que começou a ser difundido nas décadas de 1960 e 1970, visa revolucionar a antropologia dizendo que o sexo masculino e feminino dado pela biologia não tem valor, pois o que vale é a construção da identidade sexual psicológica dada pelas culturas nas diversas fases da história. Na nossa sociedade brasileira, estão querendo implantar está teoria, nos Planos Municipais de Educação (PME). Simone de Beauvoir afirma que “não se nasce mulher, mas você torna mulher, não se nasce um homem, mas você se torna um homem”. Nessa perspectiva de Simone de Beauvoir, o gênero seria uma construção sociocultural sustentada pela experiência. Como todos os pensadores dessa ideologia que pensam desta maneira. Ora, se a experiência da mulher foi dominada pelo homem ao longo da história, na visão de Beauvoir, toda hierarquia deveria ser eliminada da vida pública e privada para dar lugar a relações de igualitarismo marxista. Portanto não haveria sentido em falar de casamento entre um “homem” e uma “mulher”, já que são variáveis totalmente indefinidas. Do nosso modo, não haveria mais sentido em falar em homossexual, pois a homossexualidade consiste, por exemplo em um homem relacionar-se sexualmente com outro homem. Todavia para esta ideologia o homem1 não é homem, tão pouco o homem 2 o seria. Muitos homossexuais, caiem no conto da ideologia de gênero, pensando que eles defendem esta ideologia em nome dos direitos homossexuais. Eles não percebem que uma vez aderindo a esta ideologia, não haverá sequer motivo em combater a descriminação. Nas leis contra a descriminação. Em poucas palavras, a ideologia de gênero está para além da heterossexualidade, da homossexualidade, da bissexualidade, da transsexualidade, da intersexualidade, da panssexualidade ou de qualquer outra forma de sexualidade que existir. É a pura afirmação de que a pessoa humana é sexualmente indefinida e indefinível. Estão caindo no conto do gênero, também as feministas, pois os ideólogos de gênero as escondidas, devem sorrir ás pancas das feministas. Pois como defender as mulheres, se elas não são mulheres? Esta ideologia de gênero é uma teoria que supõem uma visão utilitarista do mundo. Ela está ideologia tornou-se um instrumento utilizado para atacar a dignidade da pessoa e também da família, pois para os ideólogos de gênero, está representa uma dominação. Eles querem destruir a família de onde vem os primeiros ensinamentos e para destruir a dignidade da família, querem implantar nos sistemas educacionais, para que os professores desde cedo ensinem as crianças que não existe homem ou mulher e sim gênero, e que as crianças descubram qual sua identidade de gênero. Isto já está acontecendo na Suécia, Noruega e Holanda e em outras sociedades. E estão querendo implantar no Brasil. Termino está tese com o discurso do Papa Bento XVI, de 21 de dezembro de 2011 a cúria romana. Dizia ele que:
“O homem contesta o fato de possuir uma natureza pré-constituída pela sua corporeidade, que caracteriza o ser humano. Nega a sua própria natureza, decidindo que esta não lhe é dada como um fato pré-constituído, mas é ele próprio quem a cria. De acordo com a narração bíblica da criação, pertence à essência da criatura humana ter sido criada por Deus como homem ou como mulher. Esta dualidade é essencial para o ser humano, como Deus o fez. É precisamente esta dualidade como ponto de partida que é contestada. Deixou de ser válido aquilo que se lê na narração da criação: ‘Ele os criou homem e mulher’ (Gn 1,27). Isto deixou de ser válido, para valer que não foi Ele que os criou homem e mulher; mas teria sido a sociedade a determiná-lo até agora, ao passo que agora somos nós mesmos a decidir sobre isto. Homem e mulher como realidade da criação, como natureza da pessoa humana, já não existem. O homem contesta a sua própria natureza”. Também o Papa Francisco, na Audiência Geral de 15 de abril último, disse algo muito importante e pontual sobre o tema que estamos tratando. Falava ele: “Pergunto-me, por exemplo, se a chamada teoria do gênero não é expressão de uma frustração e resignação, com a finalidade de cancelar a diferença sexual por não saber mais como lidar com ela. Neste caso, corremos o risco de retroceder”.
_________________________________________________


*Jefferson Manoel de Souza Silva, possui 17 anos de idade e está cursando o 3º ano do Ensino Médio. Reside na Cidade de Carpina, Diocese de Nazaré da Mata-PE. Atua na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus é vocacionado da Ordem de Santo Agostinho (Província Agostiniana do Brasil).

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado suas opniões são muito importantes para nós!