sexta-feira, 1 de maio de 2015

São José Operário

Em 1955, o venerável Pio XII instituiu a festa de "São José Operário", para dar um protetor aos trabalhadores e um sentido cristão à "festa do trabalho". Uma vez que todas as nações celebram tal festa em 1º de maio, a celebração de hoje é uma memória facultativa. A figura de São José, o humilde e grande artesão de Nazaré, orienta para Cristo Salvador do homem, filho de Deus, que participou em tudo da condição humana (cf. Gaudium et Spes 22;32). destarte, é firmado antes de tudo que o trabalho dá ao homem o maravilhoso poder de participar na obra criadora de Deus e de aprimorá-la; que ele possui um autêntico valor humano. O homem moderno tomou consciência deste valor, ao reinvindicar o respeito aos seus direitos e à sua personalidade.

A Igreja "batiza" hoje a festa do trabalho para proclamar o real valor do trabalho, aprovar e bendizer a ação das classes trabalhadoras na luta que, em alguns lugares, prosseguem para obter maior justiça e liberdade. Fá-lo também para pedir a todos os fiéis que reflitam sobre os ensinamentos do Magistério eclesiástico nestes últimos anos (Mater et magistra de são João XXIII; Populorum progressio do Beato Paulo VI; Sollicitudo rei socialis de São João Paulo II e Caritas in Veritate de Bento XVI, por exemplo).

Nesta "festa do trabalho", sob o patrocino de São José operário, reunimo-nos em assembleia eucarística, sinal de salvação, não para pôr a Eucaristia a serviço de um valor natural, mesmo nobilíssimo, mas porque deus, que trabalhou na criação "durante seis dias" (Gn1-2), acrescenta a sua obra um "sétimos dia" para criar um mundo novo (Jo 5,17) e porque essa nova criação, na qual colaboram os que se tornam filhos de Deus, se efetiva principalmente pela Eucaristia. A Eucaristia encontra seu lugar numa festa do trabalho, porque esta revela ao mundo técnico o valor sobrenatural de suas buscas e iniciativas.

Este "novo" trabalho, destinado a estabelecer a nova criação, obedecendo às leis naturais de todo trabalho, mas é consumado "em cristo Jesus", que nos faz filhos de Deus em nos tirar de nossa condição de criaturas. Falando de um trabalho realizado "por Deus" (cf. Jo 6,27-28; Cl 3,23-34,1; 1Cor 10,31-33), ou em "ação de graças" a Deus, o Novo Testamento pede insistentemente que o trabalho humano reflita já o espírito do "mundo novo", mediante a caridade e o sentido social que deve animar (cf. At 18,3;20,33-35; Ef4,28). Nossa participação na Eucaristia, enquanto nos permite colaborar mais e melhor no trabalho iniciado por Deus para criar o mundo novo, santifica a contribuição que damos ao trabalho humano, ensinando-nos que isso é colaboração com a ação criadora de Deus e que o verdadeiro objetivo de todo trabalho é a construção do novo Reino (Cf Gaudium et Spes 33-39;57-72).

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