quarta-feira, 13 de maio de 2015

A treze de maio na cova da Íria no céu aparece a Virgem Maria

A 13 de Maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, hoje diocese de Leiria-Fátima. Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos. 

Por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica. De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol", de cujas mãos pendia um terço branco. 

A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora. As crianças assim fizeram, e nos dias 13 de Junho, Julho, Setembro e Outubro, a Senhora voltou a aparecer-lhes e a falar-lhes, na Cova da Iria. A 19 de Agosto, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13, as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Concelho, para Vila Nova de Ourém. 

Na última aparição, a 13 de Outubro, estando presentes cerca de 70.000 pessoas, a Senhora disse-lhes que era a "Senhora do Rosário" e que fizessem ali uma capela em Sua honra. Depois da aparição, todos os presentes observaram o milagre prometido às três crianças em Julho e Setembro: o sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra.

Os videntes Lúcia (esq.), Francisco (centro) e Jacinta (dir.)
Posteriormente, sendo Lúcia religiosa de Santa Doroteia, Nossa Senhora apareceu-lhe novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13/14 de Junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração. Este pedido já Nossa Senhora o anunciara em 13 de Julho de 1917.

Anos mais tarde, a Ir. Lúcia conta ainda que, entre Abril e Outubro de 1916, tinha aparecido um Anjo aos três videntes, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência. 

Desde 1917, não mais cessaram de ir à Cova da Iria milhares e milhares de peregrinos de todo o mundo, primeiro nos dias 13 de cada mês, depois nos meses de férias de Verão e Inverno, e agora cada vez mais nos fins de semana e no dia-a-dia, num montante anual de cinco milhões.

A IMAGEM DA CAPELINHA DAS APARIÇÕES

A Imagem que se venera na Capelinha das Aparições, coração do Santuário de Fátima, foi oferecida em 1920 por Gilberto Fernandes dos Santos. É obra do escultor José Ferreira Thedim.

É em madeira, cedro do Brasil, e mede 1,10.

Foi benzida na Igreja Paroquial de Fátima (a 4 quilómetros do Santuário, local onde foram baptizados os Pastorinhos de Fátima) a 13 de Maio de 1920, entronizada na Capelinha das Aparições a 13 de Junho de 1920 e coroada pelo Legado Pontifício Cardeal Masela, em 13 de Maio de 1946.

Esta imagem apenas deixa a Capelinha das Aparições em ocasiões consideradas muito especiais, tendo saído do santuário por apenas onze vezes:

A primeira saída decorreu entre 7 e 13 de Abril de 1942, para o encerramento de um congresso promovido pelo Conselho Nacional da Juventude Católica Feminina, em Lisboa.

A segunda saída veio a acontecer por ocasião do tricentenário da proclamação de Nossa Senhora da Conceição como Padroeira de Portugal, em 1946.

A terceira saída teve lugar entre Outubro de 1947 e Janeiro de 1948. Nesta ocasião, a imagem peregrinou pelo Alentejo e Algarve, passando a fronteira luso-espanhola por duas vezes, em Elvas e Badajoz, e em Vila Real de Santo António.

Por ocasião do Congresso Mariano Diocesano de Madrid, a imagem da Capelinha das Aparições fez a sua quarta viagem, a Madrid, passando por outras localidades, entre 22 de Maio e 2 de Junho de 1948.

Entre 9 de Junho e 13 de Agosto de 1951, aconteceu a quinta saída, neste caso com a visita a todas as paróquias da Diocese de Leiria.

Por ocasião da inauguração do Monumento a Cristo Rei, a 17 de Maio de 1959, a imagem visitou novamente Lisboa e Almada. Foi a sexta saída do Santuário de Fátima.

A pedido do Papa João Paulo II, a imagem efectuou a sua sétima peregrinação. Foi levada a Roma, no dia 24 de Março de 1984, onde João Paulo II fez a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria. 

Oitava saída: A imagem voltaria ao Vaticano a 8 de Outubro do ano 2000, para Sua Santidade o Papa João Paulo II consagrar o novo milénio à Virgem Santíssima, diante desta imagem de Nossa Senhora de Fátima, e em união com todo o episcopado do mundo.

Nona saída: A imagem foi levada a Lisboa no dia 12 de Novembro de 2005, ocasião em que a cidade capital de Portugal se consagrou a Nossa Senhora de Fátima. 

Nos dias 16 e 17 de Maio de 2009, por ocasião das comemorações do Cinquentenário do Santuário de Cristo Rei, decorreu a décima saída, momento em que visitou Lisboa e Almada.

A décima primeira saída desta Imagem teve lugar em Maio de 2010. A pedido de D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, a Imagem de Nossa Senhora de Fátima foi levada à "Festa da Fé", à cidade de Leiria, de 21 a 23 de Maio.


A PRECIOSA COROA

Esta coroa, chamada coroa preciosa, apenas é usada nas peregrinações aniversárias, ou em outras ocasiões consideradas especiais, estando todos os outros dias em exposição na “Fátima Luz e Paz”, mostra representativa das ofertas feitas a Nossa Senhora ou ao Seu Santuário, patente ao público no edifício da Reitoria do Santuário

.A coroa é um exemplar único executado em Lisboa e nela trabalharam gratuitamente 12 artistas durante três meses. Pesa 1200 gramas e é enriquecida por 313 pérolas e 2679 pedras preciosas. Esta coroa foi oferecida pelas mulheres portuguesas a 13 de Outubro de 1942, em acção de graças por Portugal não ter entrado na 1º Guerra Mundial, e tem incrustada a bala oferecida por João Paulo II.

O falecido Sumo Pontifice ofereceu a bala que lhe trespassou o corpo no atentado de que foi vítima em Roma, a 13 de Maio de 1981, em sinal de agradecimento à Virgem, por lhe salvo a vida.

AS IMAGENS PEREGRINAS

Feita segundo indicações da Irmã Lúcia, a primeira Imagem da Virgem Peregrina de Fátima foi oferecida pelo Sr. Bispo de Leiria e coroada solenemente pelo Sr. Arcebispo de Évora, a 13 de Maio de 1947. A partir dessa data, a imagem percorreu, por diversas vezes, o mundo inteiro, levando consigo uma mensagem de paz e amor.

Tudo começou em 1945, pouco depois do final da 2ª Guerra Mundial, quando um pároco de Berlim propôs que uma imagem de Nossa Senhora de Fátima percorresse todas as capitais e as cidades episcopais da Europa até à fronteira da Rússia. A ideia foi retomada em Abril de 1946, por um representante do Luxemburgo no Conselho Internacional da Juventude Católica Feminina e, no ano seguinte, no mesmo dia da sua coroação, teve início a primeira viagem. Depois de mais de meio século de peregrinação, em que a Imagem visitou 64 países dos vários continentes, alguns deles por diversas vezes, a Reitoria do Santuário de Fátima entendeu que ela não deveria sair mais habitualmente, mas só por alguma circunstância extraordinária. Em Maio de 2000 foi colocada na exposição «Fátima Luz e Paz», onde foi venerada por dezenas de milhares de visitantes. Passados três anos, mais precisamente no dia 8 de Dezembro de 2003, solenidade da Imaculada Conceição, a Imagem foi entronizada na Basílica do mesmo Santuário de Fátima, tendo sido colocada numa coluna junto do Altar Mor.

A fim de dar resposta aos imensos pedidos, foram, entretanto, feitas várias réplicas da primeira Imagem Peregrina.

De todos os lados nos chegam relatos extraordinários pela presença da Imagem nas suas terras, das multidões que acorreram à sua passagem, de participações nunca antes verificadas nas várias celebrações, de um grande número de penitentes que se abeiraram do Sacramento da Reconciliação, da presença de pessoas que há muito não iam às igrejas, da afluência de gente de todo o tipo, das crianças, jovens, adultos e idosos, dos trabalhadores mais simples, dos pescadores, operários, artistas, desportistas, doentes, estudantes, presos, militares, políticos, presidentes, dos católicos, maometanos, protestantes, pagãos, das ruas engalanadas, dos lindíssimos ramos de flores, dos grandiosos cortejos, das pombas brancas que sobrevoaram e poisaram no andor, de milagres, da paz e do amor, de grandes frutos pastorais e de abundantes graças alcançadas.

FONTE: Santuário de Fátima

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