quinta-feira, 30 de abril de 2015

Festa de São Pio V

Papa São Pio V, (nascido Antonio Ghisleri, Michele O.P.; Bosco, 17 de Janeiro de 1504 — Roma, 1 de maio de 1572), foi papa de 7 de Janeiro de 1566 até a sua morte. Nascido da família nobre Ghisleri.

Antonio nasceu no Ducado de Milão e aos quatorze anos de idade entrou para a Ordem dos Pregadores em Voghera na qual tomou o nome de Michele. De Voghera passou a Vigevano e desta para Bolonha. Em 1528 foi ordenado presbítero em Gênova e, de lá, foi mandado para Pavia onde ficaria por dezesseis anos. Em Parma, seu próximo destino, escreveu trinta teses em defesa da Cátedra de Pedro e contra as heresias de seu tempo. Entendido como enérgico instrutor doutrinário, foi feito inquisidor na cidade de Como.

No ano de 1550 em Roma foi elevado ao Comissariado da Santa Sé. Seguiu-se a ordenação episcopal, tornando-se Bispo de Sutri e Nepi - diocese supressa por João Paulo II em 1986 -, criado Cardeal com o título de Santa Maria Sopra Minerva e feito Inquisidor-mor sob Paulo IV. Sob o pontificado de Pio IV, tornou-se Bispo de Mondovì no Piemonte.

Com a morte de Pio IV, foi eleito Papa aos 7 de Janeiro de 1566 e coroado dez dias depois em seu aniversário de 62 anos. Aplicou energicamente as decisões do Concílio de Trento, restabelecendo a moral e a ascese espiritual e combateu fortemente a Reforma Protestante.

Com sua bula In cœna Domini reafirmou a legitimidade e supremacia da Igreja Católica e da Cabeça Visível do Corpo Místico, o Santo Padre.

Reduziu substancialmente os gastos da Sé de Roma, foi responsável pela publicação do Catecismo Romano e ordenou o ensino da Teologia tomista nas universidades. Ordenou a residência compulsória para os clérigos, regulou os hospícios (instituição católica) e pôs em prática as decisões do Concílio.

Brasão Papal de São Pio V
Com a bula Quo Primum Tempore instituiu a Missa tridentina, através do estabelecimento do texto oficial da Missa e do Ofício Divino que foram a práxis litúrgica ordinária do Rito Latino até o Concílio Vaticano II. A bula teve por finalidade unificar a Celebração do Sacrifício da Cruz e impedir abusos e deturpações no culto sagrado. Para isso, determinou que o Missal e os livros litúrgicos usados pela Cúria Romana fossem declarados como texto universal, passando a serem usados em toda a Igreja nos locais que os ritos particulares não fossem superiores a 200 anos em antiguidade.

Em Roma mandou que Daniele da Volterra, discípulo de Michelangelo Buonarroti, recobrisse com roupas a nudez pintada no teto da Capela Sistina.

Sua bula De salutis gregis dominici proibia os cruentos espetáculos das touradas.

Conseguiu a duros esforços coordenar os interesses de potências católicas e levá-las à vitória de Lepanto, em 7 de Outubro de 1571. A importância desta vitória, para a defesa de uma Europa cristã, e obtida em circunstâncias militares muito difíceis, levaram o Papa Pio V a instituir naquela data o dia de Nossa Senhora da Vitória, bem como a divulgar, em toda a cristandade a prática da oração do Rosário, cuja origem é tradicionalmente atribuida à aparição da Santa Virgem ao fundador da Ordem dos Pregadores, São Domingos de Gusmão.

Foi Beatificado a 27 de Abril de 1672, sendo proclamado santo, a 22 de Maio de 1712, pelo Papa Clemente XI. A sua festa litúrgica é a 30 de abril.

Túmulo de São Pio V na Basilica di Santa Maria Maggiore, em Roma.

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