sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Pesar do Papa pela morte do Cardeal Martini: insigne pastor e caro irmão, serviu generosamente ao Evangelho e à Igreja

Cidade do Vaticano (Rádio Vaticano) - Pesar não somente na Igreja pela morte do Cardeal Carlo Maria Martini, falecido na tarde desta sexta-feira no Aloisium, Instituto dos Jesuítas situado em Gallarate, na província italiana de Varese. Já de há muito doente de Parkinson, o purpurado tinha 85 anos.

"Pensando com afeto neste caro irmão que generosamente serviu ao Evangelho e à Igreja – escreve o Papa num telegrama ao arcebispo de Milão, Cardeal Angelo Scola –, recordo com gratidão a sua intensa obra apostólica profusa qual zeloso religioso filho espiritual de Santo Inácio, experiente docente, respeitável biblista e apreciado reitor da Pontifícia Universidade Gregoriana e do Pontifício Instituto Bíblico e, depois, solícito e sábio" arcebispo de Milão.

Bento XVI ressalta também o "competente e fervoroso serviço" prestado à Palavra de Deus por esse "insigne pastor", "abrindo sempre mais à comunidade eclesial os tesouros da Sagrada Escritura, especialmente através da promoção da Lectio divina".

Em seguida, o Papa recorda na mensagem a longa enfermidade do Cardeal Martini, por ele vivida "com ânimo sereno e com confiante abandono à vontade do Senhor".

Numa sua mensagem, o Cardeal Secretário de Estado Tarcisio Bertone ressalta que o Cardeal Martini "testemunhou e ensinou o primado da vida espiritual e, ao mesmo tempo, a escuta atenta do homem nas suas diferentes condições existenciais e sociais".

Entre as muitas mensagens de pesar, destaca-se também a do Presidente da República italiana Giogio Napolitano, que define o falecimento do Cardeal Martini "uma dolorosa, grave perda não somente para a Igreja e para o mundo católico, mas para a Itália".

"Na metrópole lombarda – afirma o chefe de Estado – deixou a marca profunda da sua atividade pastoral tão inspirada e socialmente sensível." "Pessoalmente – conclui –, conservo na memória a recordação dos numerosos encontros e colóquios que tive com ele, na sede da arquidiocese milanesa, como Presidente da Câmara e, ainda mais, como Ministro do Interior, sobretudo acerca de temas relacionados à imigração. Todas as vezes obtive sugestões concretas e iluminadoras."

As exéquias do Cardeal Martini serão celebradas na segunda-feira, 3 de setembro, às 16h locais, na Catedral de Milão. O corpo será exposto na Catedral milanesa a partir do meio-dia deste sábado.

A aposta do Papa para promover o latim

Bento XVI publicará um “motu proprio” para estabelecer a Pontifícia Academia Latinitatis. No Vaticano, traduzem “endereço de e-mail” por “inscriptio cursus electronici”.

Por Andrea Tornielli | Tradução e Fonte: Fratres in Unum.com - «Foveatur lingua latina». O Papa Ratzinger espera que cresça o conhecimento da língua de Cícero, de Agostinho e de Erasmo de Rotterdam no âmbito da Igreja, mas também na sociedade civil e na escola, motivo pelo qual está prestes a publicar um “motu proprio” no qual institui a nova Pontifícia Academia Latinitatis. Até agora, quem se ocupava de manter vivo o latim era a fundação “Latinitas”, sob controle da Secretaria de Estado, e que deixará de existir: além de publicar a revista de mesmo nome e organizar o concurso internacional “Certamen Vaticanum” de poesia e prosa latina, esta fundação se ocupou de traduzir para o latim um enorme quantidade de termos modernos.

A iminente instituição da nova Academia Pontifícia, que se juntará às onze já existentes (entre as quais as mais famosas, dedicadas às ciências e à vida) foi confirmada em uma carta que o Cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, enviou ao Padre Romano Nicolini, um sacerdote de Rímini comprometido com o retorno das aulas de latim às escolas secundárias. Ravasi recordou que a iniciativa da Academia é um desejo “do Santo Padre” e que será promovida pelo dicastério vaticano que se ocupa da cultura: farão parte dela “eminentes estudiosos de diferentes nacionalidades, com a finalidade de promover o uso e o conhecimento da língua latina, tanto no âmbito eclesiástico como no civil e, portanto, escolar”. Uma forma de responder, conclui o Cardeal em sua carta, “a numerosos pedidos que nos chegam de diferentes partes do mundo”.

Passaram-se 50 anos desde que João XXIII, no limiar do Concílio, promulgou a Constituição Apostólica “Veterum Sapientia”, para definir o latim como língua imutável da Igreja e enfatizar a sua importância, pelo que pedia às escolas e universidades católicas que voltassem a ensiná-lo, caso tivessem cancelado ou reduzido sua presença nas grades escolares. O Vaticano II estabeleceria que se mantivesse o latim em algumas partes da missa, mas a reforma litúrgica pós-conciliar aboliria todo vestígio seu no uso cotidiano. Assim, enquanto há 50 anos todos os prelados do mundo conseguiam se entender falando o idioma de César e os fiéis mantinham um contrato cotidiano semanal com ele, hoje, na Igreja, o latim não goza de boa saúde; e são muitos ambientes leigos os que mostram interesse em promover esta iniciativa.

De toda forma, continuam trabalhando no Vaticano estudiosos que propõem neologismos para traduzir as encíclicas papais e os documentos oficiais. Um trabalho bastante árduo foi a tradução para o latim da última encíclica de Bento XVI, a “Caritas in veritate” (Julho de 2009), dedicada às emergências sociais e à crise econômico-financeira. Algumas decisões dos latinistas da Santa Sé foram criticadas por “La Civiltà Cattolica”, a prestigiosa revista dos jesuítas, que considerou discutíveis as traduções  «plenior libertas» para libertação e «fanaticus furor» para fanatismo. Entre as curiosidades, as expressões «fontes alterius generis» para traduzir fontes alternativas e «fontes energiae qui non renovantur» para os recursos energéticos não renováveis.

A decisão do Papa de instituir uma nova Academia Pontifícia é um sinal muito significativo de renovada atenção. “O latim educa para que se estime as coisas belas — explica Nicolini, que difundiu nas escolas secundárias italianas 10 mil cópias de um opúsculo gratuito de introdução à lingua latina e que está divulgando o pedido para que o latim volte a circular entre as matérias escolares — e também nos educa a dar importância às nossas raízes”.

Entre os que se ocupam de renovar o léxico latino, a fim de comunicar em nossos dias através da língua de Virgílio, encontra-se Padre Roberto Spataro, de 47 anos, professor de literatura cristã antiga e secretário do Pontifício Institutum Altioris Latinitatis, que Paulo VI instituiu na atual Universidade Salesiana de Roma. “Como traduziria ‘corvo’? Esperava esta pergunta… bem… diria: ‘Domesticus delator’ ou ‘intestinus proditor’”, responde o sacerdote. Também explica como nascem os neologismos latinos: “Existem duas correntes de pensamento. A primeira, que se poderia definir ‘anglo-saxã’, considera que antes de criar um neologismo para traduzir palavras modernas, é necessário buscar entre tudo o que se escreveu em latim ao longo dos séculos, e naõ só no latim clássico. A outra corrente, que por comodidade definirei ‘latina’, considera que podemos ser mais livres ao criar uma circunlocução que transmita bem a idéia e o significado da palavra moderna, mas mantendo o sabor do latim clássico ciceroniano”.

Spataro pertence à segunda corrente e convida a “folhear a última edição do ‘Lexicon recentis latinitatis’, editado pelo Padre Cleto Pavanetto, excelente latinista salesiano, e que foi publicado em 2003, com mais de 15 mil vocábulos modernos traduzidos ao latim”. Por exemplo, fotocópia se traduz como “exemplar luce expressum”, nota de dinheiro se converte em “charta nummária”, basquetebol se torna “follis canistrīque ludus”, best-seller é “liber máxime divénditus”, as calças jeans são “bracae línteae caerúleae”, enquanto o gol é “retis violátio”.

Os “hot pants” [ndr: micro shorts femininos absolutamente imodestos] se tornam ““brevíssimae bracae femíneae”, o IVA [ndr: "Imposto sobre Valor Agregado", incidente sobre todos os produtos ou serviços na União Européia] se traduz como “fiscāle prétii additamentum”, a “mountain bike” é “bírota montāna”, o pára-quedas é “umbrella descensória”. No “Lexicon” faltam as referências à internet. “Efetivamente, elas não existem — explica Pe. Spataro –, mas nos últimos nove anos foram cunhadas novas expressões entre os que escrevem e falam latim. Assim, internet é ‘inter rete’ e endereço de e-mail é ‘inscriptio cursus electronici’”.

Falece, aos 85 anos, o Cardeal Carlo Maria Martini

Cidade do Vaticano (RÁDIO VATICANO) - Faleceu na tarde desta sexta-feira, aos 85 anos, o arcebispo emérito de Milão, Cardeal Carlo Maria Martini.

Nasceu em Turim, no Piemonte, norte da Itália, em 15 de fevereiro de 1927.

Ingressou na Companhia de Jesus, em 25 de setembro de 1944; fez o noviciado em Cuneo e recebeu a ordenação sacerdotal em 13 de julho de 1952; cursou Faculdade de Filosofia no Aloisianum, em Gallarate, Milão, Faculdade de Teologia, em Chieri, Turim; doutorou-se em Teologia fundamental na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma com a tese: “O problema histórico da Ressurreição com base em estudos recentes”.

Carlo Maria Martini foi ordenado sacerdote em 13 de julho de 1952, em Chieri, Turim e pronunciou seus últimos votos, em 2 de fevereiro de 1962. 

Membro e também decano do Pontifício Instituto Bíblico, foi nomeado seu reitor em 29 de setembro de 1969. Nomeado reitor da Pontifícia Universidade Gregoriana, em 18 de julho de 1978, foi único membro católico do Comitê Ecumênico para a preparação da edição grega do Novo Testamento.

Em 1978, foi pregador dos Exercícios Espirituais de Quaresma no Vaticano, a convite de Paulo VI. Foi nomeado Arcebispo de Milão, em 29 de dezembro de 1979. e membro da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, de 1980 a 1983.

Foi criado Cardeal em 2 de fevereiro de 1983. Assistiu à VI Assembléia Ordinária do Sínodo dos Bispos, no Vaticano, de 29 de setembro a 28 de outubro de 1983, da qual foi relator.

Enviado especial do Papa à celebração do I centenário de evangelização de Zâmbia, em 1991.
 
Assistiu à I Assembléia Especial para a Europa do Sínodo dos Bispos, no Vaticano, em 1991; à IV Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, em Santo Domingo, na República Dominicana, em 1992; à IX Assembléia Ordinária do Sínodo dos Bispos, no Vaticano, em outubro de 1994; assistiu à II Assembléia Especial para a Europa do Sínodo dos Bispos, no Vaticano, em 1999.

Desde 2002 é arcebispo emérito de Milão, ocasião em que foi fazer experiência contemplativa em Jerusalém.

Cardeal Martini foi autor de diversos livros, entre os quais: "Diálogos Noturnos em Jerusalém", em 1979, onde em forma de entrevista discute os temas mais relevantes da atualidade da fé e os desafios de chegar aos jovens e as suas questões tão conturbadas nos dias de hoje.

Oremos por ele:

Ave Maria
Gratia plena
Dominus tecum
Benedicta tu
In mulieribus
Et benedictus
Fructus Ventris tui, Jesu
Sancta Maria,
Mater Dei,
Ora pro nobis peccatoribus
Nunc et in hora mortis nostrae
Amen

Réquiem aetérnam dona eis, Dómine,
Et lux perpétua lúceat eis
Riquiéscant in pace.
Amen

E a politicagem do padre da Matriz de Belo Jardim Continua

Se não basta-se o padre Geraldo de Magela Silva ter declarado apoio abertamente a candidata Andrea Mendonça (DEM) ao pleito municipal de 2012, infligindo, assim, aulguns canônes do Direito Canônico.

Veja no link abaixo:

Ter celebrado no dia 19/08/2012 uma Missa em ação de graças para a demôniaca maçonaria, incorrendo em delitos contra outro monte de canônes e normas eclesiásticas.

Vide links abaixo:

Ele agora participa ativamente de atos públicos da prefeitura da cidade, cuja gestão é de integrantes da legenda da supra citada candidata. Ontem a noite esteve em um bate-papo realizado no Bairro de Maria Cristina.

Segue a baixo a repostagem do blog PAREDÃO DO POVO, com fotos
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Prefeito Marcos Antônio e Pe. Geraldo de Magela Silva
Ontem, dia 29, a noite foi de festa no Maria Cristina. Isso porque o Prefeito Marcos Coca Cola inaugurou um conjunto de obras realizadas no bairro e na comunidade vizinha do Morada Nobre.

Ao todo, foram feitos 1.916m² de pavimentação em paralelepípedo granítico nas vias: 1ª Travessa Maria Cristina (642,50m²), 2ª Travessa (682,10m²), Rua Filomena de Souza Barbosa (250m²) e Rua Maria Xavier (342m²).

Outra iniciativa importante foi a reconstrução e extensão de grande parte da rede de esgoto da área. “Nossos esforços são voltados para uma melhor qualidade de vida da população”, afirmou o prefeito Marcos Coca Cola. “Foram 4.632m² de saneamento feitos com recursos próprios, ou seja, dinheiro verde e branco”, completou.
Na ocasião, além do calçamento e saneamento, foi dada a ordem de serviço para a construção de uma praça em frente à igreja da comunidade. O padre Geraldo Magela esteve presente na solenidade e disse: “Estamos muito felizes, pois reivindicamos tudo isso e hoje temos a alegria de comprovar que fomos atendidos. O prefeito retirou e indenizou os moradores de duas casas que ficavam em frente à igreja e, hoje, temos o espaço ideal para uma área de lazer”.

A secretária de saúde, Adriane Maciel, também trouxe novidades para os moradores do Maria Cristina e Morada Nobre. “Já estamos preparando a documentação para a construção de um posto de saúde aqui”, informou ela, sob os aplausos dos moradores. 

Joedna Souza da secretaria de Infraestrutura e Urbanismo apresentou a planta da nova praça para o público e se comprometeu, em cinco dias, a começar a obra. 

Na próxima quarta-feira, dia 05, serão entregues mais quatro ruas. Desta vez, na Cohab III.
SADS
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Quero mesmo ver até quando o Sr. Bispo Diocesano de Pesqueira, o Excelêntíssimo e Reverendíssimo Dom José Luiz Ferreira Salles, CSsR, vai deixar que esse pseudo pastor continue a mácular o nome da Santa Mãe Igrea.

Senhor Bispo a Igreja em Belo Jardim pede providências!

Intenção geral do Papa para Setembro: os políticos devem agir com honradez, integridade e amor pela vida

Cidade do Vaticano (Rádio Vaticano) - A intenção geral do Papa para este mês de setembro é: “Para que os políticos atuem sempre com honradez, integridade e amor pela vida e a verdade”.

O trinômio “honradez, integridade e verdade” representa uma espécie de arco-íris: cada elemento tem sua especificidade. A honradez ou honestidade é a capacidade de ter um coração transparente. A integridade é a coerência do início ao fim, em todos os dias da semana. A verdade é o valor que está presente na integridade e na honestidade; é a capacidade de voar bem alto. Eis porque este trinômio se completa entre si.

O cristão deve dar sua contribuição específica à política e, de modo geral, à vida social. A sua contribuição mais importante é a coerência de vida, acompanhada do desejo de ter sempre ideais nobres e visar o bem comum. Claro, isto requer sacrifício, qualidade, honradez e, sobretudo, empenho pessoal na vida de cada dia.

Os cristãos, segundo o Papa, não devem ter medo, nem fugir da realidade e tampouco fechar seus corações. Mas, devem ser capazes de inserir-se na história e na vida política. A precariedade, em tempos de crise, torna-nos particularmente frágeis, agitados e um sentido de rebelião, especialmente entre os jovens em alguns países. Os problemas dos jovens purificam e, ao mesmo tempo, fecundam a política. Eis porque a política deve responder ao drama da realidade juvenil.

Sobre bruxas queimadas e neurônios tostados

Todo o mundo “sabe” que a Igreja Católica caçou e fez torresmo de milhares de mulheres na Idade Média, acusadas de bruxaria. Infelizmente, o que esse todo o mundo não sabe – porque a preguiça intelectual os impede de perseguir a verdade – é que seus neurônios é que foram queimados há muito tempo pelas fogueiras imbecilizantes da TV e das escolas desse braziu varoniu.

A minoria feliz que tem acesso a dados expostos por historiadores de verdade sabe (agora sem aspas) que a caça às bruxas foi um fenômeno protestante, em nada relacionado com a Inquisição. É algo bem ao feitio dos crentes: sua típica obsessão pelo capeta gera mil superstições, medos e histeria. A Inquisição, muito ao contrário, salvou muitas pessoas de serem mortas pelos senhores feudais, que faziam “justiça” por sua própria conta.

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A galera de Hogwarts não teria sobrevivido à sanha dos protestantes naqueles tempos de caça às bruxas.

Destacamos um trecho de um artigo sobre a Inquisição do renomado historiador americano Thomas F. Madden (tradução nossa):
“O simples fato é que a Inquisição medieval salvou milhares de incontáveis ​​inocentes (e até mesmo não tão inocentes) pessoas que de outra forma teria sido torradas por senhores seculares. (…)
“Durante o século 16, quando a caça às bruxas varreu a Europa, nas regiões onde as inquisições eram melhor desenvolvidas a histeria foi contida. Em Espanha e Itália, inquisidores treinados investigaram as acusações de ‘Sabbath das feiticeiras’ e torrefação de bebês, e concluíram que aquelas eram infundadas. Em outros lugares, especialmente na Alemanha, os tribunais seculares ou religiosos queimaram bruxas aos milhares. Nota: A Alemanha do século XVI era já quase totalmente protestante.” (1)
É verdade que muitas pessoas, principalmente viúvas e suas filhas, foram realmente assassinadas na Europa Central. Só que NÃO PELA INQUISIÇÃO, mas pelos populares e pelos governantes seculares, que tinham todo o interesse em tomar posse de terras e suseranias. A Inquisição era chamada em muitos casos para dar um fim às barbaridades. Como ela fazia os relatos, muitos desses assassinatos caíram na conta dos inquisidores.

Não sou um historiador somente pelo diploma, mas pela análise que fiz do outro lado da moeda, pois estive ao lado dessas pestes – romancistas desonestos, e não historiadores – por mais tempo da minha vida do que gosto de lembrar. Mas tamanhas eram as inconsistências e as respostas apresentadas sem critério, baseadas não em fontes primárias, mas na simples opinião dessa gente, que, pela Glória de Nosso Senhor Jesus Cristo, pude ver que a verdade estava distante. O fato é que os protestantes mataram em 50 anos mais do que católicos em 500 anos em algumas partes da Europa. Isso são dados estatísticos baseados em processos analisados pela professora Anne Llewellyn Barstow (2), feminista radical, nada simpática ao cristianismo.

Isso sem contar, na Idade Moderna, a caça às bruxas promovida pelos puritanos ingleses que emigraram para a América do Norte. O episódio mais conhecido de toda esta desgraça é o do julgamento as bruxas de Salem, quando cerca de 30 pessoas – a maioria mulheres – foram mortas em um ano, acusadas de bruxaria.
Outro reconhecido historiador, Francisco Bethencourt, afirma:
“Confirmamos a idéia defendida neste livro: que a magia era considerada um “delito” menor pela Inquisição e pelas autoridades eclesiásticas, nunca tendo sido submetida a uma análise séria, tanto no nível quantitativo (291 processos em 11 743, ou seja, 2,5%) como no nível qualitativo (pouquíssimos casos de tortura, um caso de excomunhão, ou seja, de execução).” (3)
É bom notar que estes dados servem somente para esclarecer aqueles que possuem um mínimo de honestidade intelectual. Já aqueles que não se esforçam para reduzir os danos da lavagem cerebral a que foram submetidos desde criancinhas… estes não dariam o braço a torcer nem que uma “bruxa” ressuscitasse e testemunhasse a favor da Igreja, em pleno horário nobre da TV Globo.

Mas um dia suas línguas provarão do próprio veneno que espalham por aí, pois o Senhor lhes pedirá as contas por toda calúnia espalhada contra a sua Esposa.

FONTE: O Catequista

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Notas:
(1) Thomas F. Madden. The Real Inquisition Investigating the popular myth. (O artigo completo pode ser lido em nossos posts: Inquisição – onde há fumaça há fogo? (Parte I) e (Parte II)
(2) Anne Llewellyn Barstow. Chacina de Feiticeiras – Uma revisão histórica da caça às bruxas na Europa. Editora José Olympio
(3) Francisco Bethencourt. O Imaginário da Magia – Feiticeiras, adivinhos e curandeiros em Portugal no século XVI. Companhia das Letras, São Paulo, 2004 (O autor é Professor de História e regente da cátedra Charles Boxer no King’s College, Universidade de Londres).

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Ecumenismo será tema do encontro do Papa com seus ex-alunos.

A partir de quinta-feira, 30, até segunda, 3, os ex-alunos do professor Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, se reunirão para o tradicional encontro anual de verão, em Castel Gandolfo. O grupo é formado por docentes religiosos e leigos que discutiram teses nos anos em que Bento XVI foi professor.

O encontro deste ano terá como tema “Resultados ecumênicos e questões de diálogo com o Luteranismo e o Anglicanismo”, e será inspirado no livro do presidente emérito do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Walter Kasper.

Os participantes serão acolhidos na manhã de sábado pelo Papa, que participará do dia de trabalhos. No domingo, 2, o grupo estará no pátio da residência, para a oração do Angelus. O encontro se encerrará oficialmente na segunda-feira, 3, depois da celebração da missa.

A 36ª edição do encontro terá a presença, dentre outros, do presidente da Conferência Episcopal Austríaca, Cardeal Christoph Schoenborn, e do presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Ecumênico, Cardeal Kurt Koch. Também estará lá o representante evangélico Ulrich Wilckens, que traduziu e comentou o Novo Testamento e cujas obras têm grande importância para o ecumenismo.

O primeiro encontro do então professor Ratzinger com seus doutorandos foi depois de sua nomeação como arcebispo de Munique e Frisinga, em 1977. Desde então, o evento se repete a cada ano, centrado em um tema escolhido pelo Pontífice dentre uma série de propostas.
 
FONTE: Canção Nova Notícias

Cardeal Brandmüller: a Missa de Paulo VI não é a Missa do Concilio. A Sacrosanctum Concilium nunca foi realmente implementada.

De uma entrevista concedida pelo Cardeal Walter Brandmüller ao Vatican Insider e publicada hoje. A última resposta, sobre a revolução litúrgica que nunca deveria ter acontecido e que destruiu o desenvolvimento orgânico do culto sagrado, é particularmente relevante.


O Concílio Vaticano Segundo foi um Concílio Pastoral que também ofereceu explicações dogmáticas. Já houve algo semelhante anteriormente na história da Igreja?
Cardeal Walter Brandmüller.
Cardeal Walter Brandmüller.

[Brandmüller:] Parece, de fato, que o Vaticano II marcou o início de um novo tipo de Concílio. A linguagem utilizada no seu transcorrer e a totalidade dos textos mostram que os padres conciliares não estavam tão motivados pela necessidade de passar um julgamento sobre novas questões eclesiásticas e teológicas polêmicas, mas sim pelo desejo de voltar a atenção à opinião pública dentro da Igreja e todo o mundo, no espírito do anúncio.

O Concílio não deveria ser declarado um fracasso, já que após cinquenta anos os fiéis não o acolheram calorosamente? Bento XVI alertou contra uma interpretação errônea do Concílio, particularmente em termos de hermenêutica da [ruptura]…

[B:] Essa é uma daquelas questões clichês que remontam a um novo sentimento existencial; aquele sentimento de confusão, que é típico de nossos tempos. Porém, o que significa cinquenta anos, afinal de contas?! Retroceda o seu pensamento ao Concílio de Nicéia, em 325. As disputas ao redor do dogma deste Concílio – sobre a natureza do Filho, ou seja, se Ele é da mesma substância do Pai ou não – continuaram por mais de cem anos. Santo Ambrósio foi ordenado Bispo de Milão por ocasião do cinquentenário do Concílio de Nicéia e teve que lutar duro contra os arianos que se recusavam a aceitar as disposições nicenas. Pouco tempo mais tarde veio um novo Concílio: o Primeiro Concílio de Constantinopla de 381, que foi considerado necessário a fim de concluir a profissão de fé de Nicéia. Durante este Concílio, Santo Agostinho recebeu a tarefa de tratar de solicitações e refutar hereges até a sua morte, em 430. Francamente, mesmo o Concílio de Trento não foi muito frutuoso até o Jubileu de Ouro de 1596. Foi necessária uma nova geração de Bispos e prelados para amadurecer no “espírito do Concílio” antes que seu efeito pudesse efetivamente ser sentido. Precisamos nos conceder um pouco mais de espaço para respirarmos
.
Agora falemos sobre os frutos que o Vaticano II produziu. O senhor pode comentar sobre isso?

[B:] Primeiramente, é claro, o “Catecismo da Igreja Católica” em comparação ao Catecismo Tridentino: após o Concílio de Trento, o Catecismo Romano foi lançado a fim de oferecer aos párocos, pregadores e etc. diretrizes sobre como pregar e anunciar o Evangelho ou evangelizar.

Mesmo o Código de Direito Canônico de 1983 pode ser considerado uma consequência do Concílio. Preciso enfatizar que a forma da liturgia pós-conciliar com todas as suas distorções não é atribuível ao Concílio ou à Constituição sobre a Liturgia estabelecida durante o Vaticano II, que, a propósito, não foi efetivamente implementada mesmo hoje em dia. A retirada indiscriminada do Latim e do Canto Gregoriano das celebrações litúrgicas e a construção de inúmeros altares não foram absolutamente atos prescritos pelo Concílio.

Com o benefício de retrospectiva, voltemos nosso pensamento particularmente à falta de sensibilidade demonstrada em termos de cuidado pelos fiéis e na falta de cuidado pastoral demonstrado na forma litúrgica. Basta pensar dos excessos da Igreja, reminiscente da [crise iconoclasta] que ocorreu no século XVIII. Excessos que impulsionaram inúmeros fiéis ao caos total, deixando muitos andando no escuro.

Quase tudo foi dito sobre esse assunto. Nesse meio tempo, a liturgia chegou a ser vista como uma imagem em espelho da vida da Igreja, sujeita a uma evolução histórica orgânica que não pode – como sem dúvida ocorreu – ser repentinamente alterada pelo decreto par ordre de mufti. E ainda estamos pagando o preço hoje em dia.

 [Fonte, adaptado]

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Deu a doida no clero de Pesqueira foi?

Parece que deu a doida em alguns membros do clero da Diocese de Pesqueira.

Além da "Missa Maçônica" de Belo Jardim, celebrada pelo Pe. Geraldo de Magela. Sou hoje, que também, o Pe. José Gomes (Pe. nilson), pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus ma cidade de Sanharó, celebrou missa pelo dia do maçon.

Seguem fotos:

Roma: roubada relíquia de João Paulo II

Roma (Rádio Vaticano) – Um caso curioso vivido ontem, terça-feira, em Roma. Foi roubado na parte da manhã e encontrado três horas depois um relicário com uma ampola contendo sangue do Bem-aventurado João Paulo II. A relíquia, subtraída com engano, durante uma viagem de trem, a um sacerdote que a estava levando da capital para a localidade de Allumiere, norte de Roma, onde seria exposta, foi encontrada pela Polícia ferroviária da capital italiana.

O relicário – em bronze prateado e dourado, obra do artista Carlo Balljana – foi abandonado pelos ladrões em meio a arbustos perto da estação de Marina di Cerveteri, norte de Roma. De acordo com a polícia, trata-se da chamada ‘cópia peregrina’ do relicário: o original está guardado na Igreja de Santa Maria Imaculada, no bairro de São João, onde esteve na manhã de ontem o Padre Augusto Baldini, Pároco da Igreja de Santa Maria da Assunção de Allumiere.

“Passei cinco horas de angústia – disse à agência ANSA o sacerdote -; a polícia foi muito eficiente. Na ampola, que se encontra dentro do relicário, é guardado o sangue retirado de Papa Wojtyla após o atentado de 13 de maio de 1981. Devolveram-me o objeto sagrado e nesta quarta-feira será exposto em Allumiere, por ocasião do 25º aniversário da visita Papa João Paulo II à localidade, quando coroou a imagem de Nossa Senhora das Graças”.

A RESPOSTA CATÓLICA: Afinal, os padres são ou não obrigados a usar um hábito eclesiástico?

"Rezar não é perder tempo!" - lembra o Papa no encontro com os fiéis

Castel Gandolfo (Rádio Vaticano) – Nesta última quarta-feira do mês de agosto, a Igreja recorda a memória litúrgica do martírio de São João Batista, o único santo do qual se celebra o nascimento, em 24 de junho, e a morte, por meio do martírio.

Este foi o tema do encontro do Pontífice com os peregrinos e turistas que foram a Castel Gandolfo para a audiência geral. Em sua catequese, Bento XVI lembrou que a memória do Santo é muito antiga: as primeiras provas de seu culto datam do IV século.

As referências históricas no Evangelho bem ilustram a relação de João Batista com Jesus. Lucas, por exemplo, narrou o nascimento, a vida no deserto, a pregação; enquanto Marcos nos falou de sua dramática morte.

De fato, num gesto final, João Batista testemunhou com o sangue sua fidelidade aos mandamentos de Deus, sem ceder ou retroceder, realizando sua missão até o fim. Ele não se limitou a pregar a penitência, mas teve a humildade de indicar Jesus como “Enviado de Deus”, colocando-se de lado para que o Senhor pudesse crescer, ser ouvido e seguido.

Depois desta introdução, Bento XVI perguntou aos fiéis:

“De onde nasceu esta vida tão dedicada a Deus?”. “A resposta é simples” – disse o Papa: “da oração, fio condutor de toda existência”.

João foi um dom divino, pois Zacarias e Isabel não podiam ter filhos, eram idosos e Isabel era estéril. “Mas nada é impossível para Deus”, e o anúncio do nascimento do menino aconteceu justamente quando seu pai entrava no templo de Jerusalém, o templo da oração.

Enfim, toda a existência do Precursor de Jesus, especialmente o período passado no deserto, foi alimentada por seu relacionamento com Deus. O deserto era um lugar de tentações, mas ao mesmo tempo, onde o homem sentia a sua própria pobreza, onde não encontrava apoio e nem certezas materiais, e onde compreendia que sua única referência sólida era sempre Deus.

Terminando sua catequese, o Papa recordou que “o exemplo de João Batista nos diz que não podemos ‘negociar’ nosso amor por Cristo, por Sua Palavra e pela Verdade.


“A vida cristã exige o ‘martírio’ da fidelidade cotidiana ao Evangelho, a coragem de deixar que Cristo cresça em nós, oriente nossos pensamentos e atitudes”.

Mas – ressaltou o Papa – isso só pode acontecer se nossa relação com Deus for sólida. Rezar não é perder tempo, não é roubar tempo de outras atividades; mas é o contrário: se formos capazes de manter uma vida de oração fiel, constante, o próprio Deus nos dará a capacidade e a força para viver de modo feliz, superar as dificuldades e testemunhá-Lo com coragem”.

Encerrada a catequese, Bento XVI passou a saudar a multidão em várias línguas, como o português:

Amados peregrinos de Portugal e do Brasil, e demais pessoas de língua portuguesa, sede bem-vindos! Uma saudação particular aos fiéis de Chã Grande, Natal e do Rio de Janeiro. Que o exemplo e a intercessão de São João Batista vos ajudem a viver a vossa entrega a Deus sem reservas, sobretudo por meio da oração e da fidelidade ao Evangelho, para que Cristo cresça em vós, guiando os vossos pensamento e ações. Com estes votos, de bom grado a todos abençôo”. RealAudioMP3

Devido ao grande número de fiéis, a audiência da manhã desta quarta-feira se realizou na Praça da Liberdade, na frente da residência pontifícia. Em meio às centenas de grupos de vários países, vieram da França cerca de 2.600 participantes da peregrinação nacional dos ministrantes da França, liderada por dez bispos e uma centena de sacerdotes e seminaristas, provenientes de metade das dioceses do país.

A peregrinação tem o tema “Servir o Senhor, alegria do homem, alegria de Deus”, e aos coroinhas, o Papa fez uma saudação especial:

Queridos jovens, o serviço que vocês fazem tão fielmente lhes permite estar particularmente perto de Jesus Cristo na Eucaristia. Vocês têm o enorme privilégio de estar perto do altar, perto do Senhor. Sejam cientes da importância deste serviço para a Igreja e para si mesmos. Que este seja uma oportunidade para você crescerem na amizade e no relacionamento pessoal com Jesus. Não tenham medo de comunicar com entusiasmo a quem está ao seu redor a alegria que recebem de Sua presença! E se um dia vocês ouvirem seu chamado para segui-lo no caminho do sacerdócio ou da vida religiosa, respondam com generosidade!”.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Ratzinger, o Vaticano II e aquele verão de 1962.

IHU – Há meio século, o futuro papa estava “sob pressão” por causa de seu papel de consultor teológico em vista do iminente Concílio.

A reportagem é de Gianni Valente, publicada no sítio Vatican Insider, 24-08-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

No quieto verão de Castel Gandolfo, Bento XVI concluiu a escrita do seu último livro sobre a vida de Jesus, e dizem que ele está definindo as principais linhas da sua quarta encíclica papal.

Há 50 anos atrás, também, o Joseph Ratzinger de 35 anos – que naquele período lecionava teologia fundamental na Universidade de Bonn – estava lidando com os fascículos para estudar, os rascunhos para corrigir e os textos para preparar.
 
Naquele época, o que estava o submetendo a dias intensos de excesso de trabalho eram os pedidos provenientes do arcebispo de Colônia, Joseph Frings, que o escolhera como seu consultor teológico em vista do Concílio e pretendia se valer da sua ajuda já nos agitados estágios finais da fase preparatória da cúpula conciliar.

Frings era membro da Comissão Preparatória Central do Concílio, e já nessas vestes se candidatava com os seus discursos e as suas iniciativas ao papel de futuro personagem central do Vaticano II.

Graças a Frings, Ratzinger tivera acesso, ainda na primavera de 1962, aos esquemas dos documentos elaborados pelas comissões preparatórias para serem discutidos e aprovados no Concílio. Entre maio e setembro, como documentam os renomados estudos históricos de Norbert Trippen e do jesuíta Jared Wicks, Ratzinger analisou em nome de Frings boa parte do material produzido pelos órgãos envolvidos na fase preparatória, fazendo julgamentos lúcidos, claros e muitas vezes surpreendentes.

Por exemplo, em uma carta enviada em maio ao padre Hubert Luthe – o secretário de Frings, que havia sido seu colega de estudos na faculdade teológica de Munique –, Ratzinger valorizava com tons entusiasmados principalmente os esquemas produzidos pelo Secretariado para a Unidade dos Cristãos, o órgão que, sob a liderança do cardeal Augustin Bea, iria progressivamente se delineando como interlocutor dialético com relação à Comissão Teológica, presidida pelo secretário do Santo Ofício, Alfredo Ottaviani.

Entre os esquemas assinados por Bea também figuram os esboços primordiais dos futuros decretos conciliares sobre o ecumenismo e sobre a liberdade religiosa. “Se fosse possível orientar o Concílio a ponto de assumir esses textos”, escreveu Ratzinger ao secretário de Frings, ainda em maio de 1962, “isso certamente valeria a pena e se alcançaria um verdadeiro progresso. Aqui, realmente se fala a linguagem que é útil ao nosso tempo, que pode ser compreendida também por todos os homens de boa vontade”.

No fim de junho, ainda sob o mandato de Frings – que nesses meses tornou-se o porta-voz da crescente insatisfação de amplos setores dos Episcopados europeus pela forma como estava procedendo a fase preparatória do Concílio –, Ratzinger redige até o esboço de uma Constituição Apostólica que defina sinteticamente e com clareza didática os objetivos do Vaticano II antes do seu início: três páginas datilografadas em latim, nas quais o jovem teólogo bávaro começa a partir de uma observação realista das circunstâncias históricas em que o Concílio foi convocado (“a luz divina parece obscurecida, e Nosso Senhor parece ter adormecido em meio à tempestade e às ondas de hoje”) e conclui valorizando a atualidade do modelo de anúncio mostrado por São Paulo, que, para dar testemunho de Jesus Cristo, “tornou-se tudo para todos” (1Cor 9, 22).

O discernimento crítico exercido por Ratzinger sobre os textos produzidos na fase preparatória do Concílio atingiu o seu pico em setembro de 1962. A menos de um mês da abertura do Vaticano II, Ratzinger o aplicou diretamente ao primeiro conjunto de sete esquemas elaborados de forma definitiva pelas comissões preparatórias, sob inspiração predominante dos órgãos doutrinais da Cúria Romana.

Em um texto concluído por Ratzinger em meados de setembro – e “redirecionado” com sua própria assinatura e sem maiores acréscimos pelo cardeal Frings ao secretário de Estado, Amleto Cicognani –, as avaliações positivas são reservadas apenas aos dois esquemas sobre a renovação litúrgica e sobre a unidade com as Igrejas do Oriente. Segundo o professor de Bonn, somente tais textos de trabalho “correspondem muito bem ao objetivo do Concílio estabelecido pelo Romano Pontífice”.

Se a intenção é “a renovação da vida cristã e a adaptação da disciplina da Igreja às necessidades de hoje”, é metodologicamente importante evitar que o Concílio atole desde o seu início “em questões complicadas levantadas pelos teólogos, que as pessoas do nosso tempo não podem aferrar e que acabam as perturbando”.

Todos os outros esquemas – especialmente os elaborados pela Comissão Teológica Preparatória, presidida pelo cardeal Ottaviani – são julgados por Ratzinger como “muito escolásticos”. Em particular, foi rejeitado o esquema sobre a preservação da pureza do depositum fidei (“é tão carente que, dessa forma, não pode ser proposto ao Concílio”). Com relação ao dedicado às “fontes” da divina Revelação, Ratzinger sugere mudanças substanciais de estrutura e de conteúdo. Enquanto os dedicados à ordem moral cristã, à virgindade, à família e ao casamento são liquidados por ele com argumentos de oportunidade pastoral. Estes, segundo Ratzinger, “sobrecarregam o leitor com a sua excessiva abundância de palavras”.

Os textos conciliares – repete o jovem professor de Bonn – “deveriam dar respostas às questões mais urgentes e deveriam fazer isso, dentro do possível, não julgando e condenando, mas sim usando uma linguagem materna, com uma ampla apresentação das riquezas da fé cristã e das suas consolações”. Das contribuições oferecidas ao cardeal Frings já na fase preparatória do Concílio, intui-se que Joseph Ratzinger não chegou ao encontro com o Vaticano II de maneira despreparada. O jovem professor bávaro apareceu bem consciente do que estava em jogo naquele evento eclesial, mesmo antes do seu início. Na sua colaboração com Frings, Ratzinger se predispõe, já desde então, a um armamentário flexível, mas bem perfilado, de propostas e reflexões, que depois darão densidade à sua intensa participação na aventura.
 

DECLARAÇÃO DA SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

 SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

DECLARAÇÃO
SOBRE A PARTICIPAÇÃO DE CATÓLICOS
 À ASSOCIAÇÕES MAÇÔNICAS

(Declaratio de canonica disciplina quae sub poena excommunicationis vetat ne catholici nomen dent sectae massonicae aliisque eiusdem generis associationibus)

Em data de 19 de Julho de 1974, esta Congregação escrevia a algumas Conferências Episcopais uma carta reservada sobre a interpretação do cân. 2335 do Código de Direito Canónico, que veta aos católicos, sob pena de excomunhão, inscreverem-se nas associações maçónicas e outras semelhantes.

Dado que a citada carta, tornada de domínio público, deu margem a interpretações erróneas e tendenciosas, esta Congregação, sem querer prejudicar as eventuais disposições do novo Código, confirma e precisa quanto segue:

1. não foi modificada de algum modo a actual disciplina canónica que permanece em todo o seu vigor;

2. não foi, portanto, ab-rogada a excomunhão nem as outras penas previstas;

3. quanto na citada carta se refere à interpretação a ser dada ao cânone em questão, deve ser entendido, como intencionava a Congregação, só como um apelo aos princípios gerais da interpretação das leis penais para a solução dos casos de cada pessoa, que podem ser submetidos ao juízo dos Ordinários. Não era, pelo contrário, intenção da Congregação confiar às Conferências Episcopais o pronunciar-se publicamente com um juízo de carácter geral sobre a natureza das associações maçónicas que implique derrogação das mencionadas normas.

Roma, da sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 17 de Fevereiro de 1981.


Fonte: L’Osservatore Romano, Edição semanal em Português, Número 10, de 8 de Março de 1981. pág. 2.

Papa envia condolências às vítimas da explosão na Venezuela

O Papa Bento XVI, em mensagem assinada pelo secretário de Estado, Cardeal Tarcísio Bertone, expressou suas condolências pelas vítimas da explosão acontecida nesses últimos dias na refinaria petrolífera de Amuay, na Venezuela. A mensagem foi enviada ao arcebispo de Cumaná e presidente da Conferência Episcopal Venezuelana, Dom Diego Rafael Padrón Sánchez.

Veja abaixo a íntegra da mensagem:

Cidade do Vaticano, 28 de agosto de 2012
Secretaria de Estado da Santa Sé

TELEGRAMA

Dom Diego Rafael Padrón Sánchez
Arcebispo de Cumaná e presidente da Conferência Episcopal Venezuelana
Cumaná

Sua Santidade o Papa Bento XVI, profundamente entristecido pela notícia do grave acidente na refinaria de Amuay, Estado Falcon, que fez numerosas vítimas e danos materiais, oferece sufrágios ao senhor pelo eterno descanso dos falecidos, ao mesmo tempo em que deseja expressar sua paterna proximidade espiritual aos feridos, assim como a todos as vítimas e seus familiares.

Além disso, o Papa encoraja toda a comunidade civil e eclesial da Venezuela a prestar com caridade e espírito de solidariedade cristã a ajuda necessária a quantos tenham perdido suas casas ou bens pessoais. Com estes sentimentos, o Santo Padre impõe sobre os afetados e aos que os socorrem a confortadora benção apostólica, como sinal de afeto ao querido povo venezuelano.

Cardeal Tarcísio Bertone
Secretário de Estado

FONTE: Canção Nova Notícias

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Restos mortais de Dom Helder Câmara são levados à Igreja da Sé

Do Apostolus Christi, com Rádio Vaticano


Nesta segunda-feira, 27, os restos mortais do arcebispo emérito de Olinda e Recife, Dom Helder Câmara, foram trasladados para uma capela especialmente projetada para recebê-los na Catedral do Santíssimo Salvador do Mundo, em Olinda. Até então, os restos mortais de Dom Hélder estavam guardados em um túmulo provisório em frente ao altar da Igreja da Sé.

O ato se deu ao final da Missa presidida pelo arcebispo etropolitano de Olinda e Recife, sua excelência reverendíssima dom Antônio Fernando Saburido, OSB. Sendo concelebrada por suas excelências reverendísimas Dom José Luiz Ferreira Salles, CSsR (Bispo de Pesqueira-PE); Dom Frei Magnus Henrique Lopes, OFMCap (Bispo de Salgueiro-PE); Dom Frei Severino Batista de França, OFMCap (Bispo de Nazaré da Mata); e Dom Bernardino Marchió (Bispo de Caruaru-PE). Além dos vigários episcopais da supracitada arquidiocese e grande número de sacerdotes. Participaram também o Governador do Estado e o Prefeito de Olinda.

O gesto é uma justa homenagem uma homenagem à memória do arcebispo 13 anos após sua morte. Mais que uma liderança religiosa, Dom Helder era referência na luta pela paz e pela justiça social; seus exemplos e palavras foram perpetuados até hoje.

Junto dos restos mortais de dom Hélder, serão colocados também os despojos do Padre Antônio Henrique Pereira Neto e de Dom José Lamartine, ambos amigos do arcebispo. Padre Antônio Henrique foi assessor da Pastoral da Juventude durante o pastoreio de Dom Hélder e Dom José Lamartine, bispo auxiliar. 

O trabalho de Dom Hélder é conhecido em todo o mundo. Ele foi arcebispo de Olinda e Recife e também desempenhou funções em organizações não-governamentais, movimentos estudantis e operários, ligas comunitárias contra a fome e a miséria. Sofreu retaliações e perseguições por parte das autoridades do regime militar brasileiro.

A Igreja das Fronteiras, bairro da Boa Vista, ficou cheia de fiéis e emoção na manhã deste domingo, 26. Às 11h, padre Sebastião Sá celebrou missa em homenagem a Dom Hélder Câmara, dando prosseguimento à programação que decorre desde a última sexta-feira, para lembrar o aniversário da morte do arcebispo. O local foi escolhido porque lá Dom Hélder viveu os seus últimos dias, até falecer, em 27 de agosto de 1999.

A recordação dos 34 anos da morte de João Paulo I, o "Papa do sorriso"

Cidade do Vaticano (Rádio Vaticano) - No dia 26 de agosto de 1978, 34 anos atrás, era escolhido à Cátedra de Pedro o então Patriarca de Veneza, Cardeal Albino Luciani, que tomou o nome de João Paulo I, em homenagem aos seus dois ilustres predecessores: João XXIII e Paulo VI, que tinha falecido 20 dias antes. O “Papa do sorriso” foi encontrado morto no seu leito na manhã de 28 de setembro, apenas 33 dias após a sua eleição, mas a brevidade do seu Pontificado não ofusca a grandeza.

Em um longo artigo assinado por Dom Vincenzo Bertolone, Arcebispo metropolita de Catanzaro-Squillace e biógrafo de Papa Luciani, o jornal vaticano L’Osservatore Romano recordou neste domingo o seu legado e o seu convite aos fiéis a tomarem cada vez mais consciência das suas responsabilidades e a serem testemunhas da fé.

No seu discurso “urbi et orbi”, João Paulo I reafirmou à Igreja que o seu primeiro dever era o da evangelização e exortou a continuar o esforço ecumênico. No discurso de 10 de setembro, dirigido aos representantes da imprensa internacional, pediu a eles que “se aproximassem mais dos seus semelhantes para perceber melhor a ânsia de justiça, paz, de fraternidade, e instaurar com eles vínculos mais profundos de participação, de entendimento e de solidariedade em vista de um mundo mais justo e humano”.

Os quatro discursos da audiência geral da quarta-feira do “Papa humilde”, foram, precisamente, concentrados no tema da humildade, da fé, da esperança e da caridade, e pronunciados com um estilo todo pessoal que fez emergir imediatamente a vocação do Santo Padre à missão pastoral e catequética.

Outros nomes com os quais é recordado, de fato, são “Papa catequista” e “Papa pároco do mundo”, sublinhando assim o seu amor pela catequese, entendido como paixão comunicativa a serviço da verdade cristã e não como forma reduzida de evangelização.

Neste ano celebra-se ainda o centenário do nascimento do “Sorriso de Deus”: Papa Luciani, de fato, nasceu em Canale d’Agordo, na Província de Belluno, em 17 de outubro de 1912 e nos locais de sua origem já tiveram início os festejos com exposições de arte sacra e encontros a ele dedicados.

A Besta semelhante a um cordeiro

Mensagem de Nossa Senhora ao Padre Gobbi

Aniversário da Segunda Aparição de Fátima, Domingo, 13 de junho de 1989.

Filhos amados, hoje vocês estão recordando a minha segunda aparição, que teve lugar na humilde Cova da Iria em Fátima, em 13 de junho de 1917. Como naquela época eu predisse a vocês, vocês agora estão vivendo nestes tempos. Eu anunciei a vocês a grande luta entre mim, a Mulher Vestida com o Sol, e o grande Dragão Vermelho, que tem levado a humanidade a viver sem Deus.

Eu também predisse a vocês o trabalho sutil e tenebroso, levado a efeito pela Maçonaria com o propósito de separá-los da observância da lei de Deus e assim fazê-los vítimas dos pecados e dos vícios.

Acima de tudo, como uma Mãe, quero adverti-los dos graves perigos que ameaçam a Igreja hoje, por causa dos muitos e diabólicos ataques que estão sendo impingidos contra Ela para destruí-La.

Para alcançar esta meta, emergirá da terra, por meio da ajuda da besta negra que emerge do mar, uma besta que possui dois chifres como um cordeiro.

O cordeiro, na Santa Escritura, sempre tem sido um símbolo de sacrifício. Na noite do êxodo, o cordeiro é sacrificado e, com o seu sangue, as portas das casas dos hebreus são aspergidas, a fim de protegê-los do castigo que ao contrário recaíram sobre todos os egípcios. A Páscoa Hebraica relembra este fato a cada ano, através da imolação de um cordeiro, que é sacrificado e consumido. No Calvário, Jesus Cristo Se sacrificou para a redenção da humanidade; Ele próprio se tornou a Nossa Páscoa e Se tornou o verdadeiro Cordeiro de Deus que tira todos os pecados do mundo.

A besta tem na sua cabeça dois chifres como aqueles de um cordeiro. Para o símbolo do sacrifício está intimamente conectado aquele do sacerdócio: os dois chifres. Os bispos da Igreja usam a mitra – com dois chifres – que indica a plenitude do seu sacerdócioo.


A besta negra como um leopardo, indica o Franco-maçonaria; a besta com dois chifres como cordeiro indica o Franco-maçonaria infiltrado no interior da Igreja, isto é, a Maçonaria eclesiástica, que tem se espalhado entre os membros da hierarquia. Esta infiltração Maçônica, no interior da Igreja, já foi prevista a vocês por mim em Fátima, quando eu anunciei a vocês que Satanás entraria até no cume da Igreja. Se a tarefa da Maçonaria é levar as almas para a perdição, fazendo-as adorar as falsas divindades, a tarefa da Maçonaria eclesiástica, por outro lado, é destruir o Cristo e a sua Igreja, construindo um novo ídolo, isto é, um falso cristo e uma falsa igreja.

Jesus Cristo é o Filho de Deus vivo, Ele é o Verbo Encarnado, Ele é o verdadeiro Deus e verdadeiro Homem porque Ele une na sua Pessoa divina a natureza humana e a natureza divina. Jesus, no seu Evangelho, deu a mais completa definição Dele mesmo, dizendo que Ele é a Verdade, o Caminho e a Vida.

Jesus é Verdade, pois Ele nos revela o Pai, fala a Sua palavra definitiva a nós, e traz toda a revelação divina para a perfeita realização.

Jesus é a Vida, porque Ele nos dá a própria vida divina, com a graça merecida por Ele através da Redenção, e Ele institui os Sacramentos como meios eficazes que comunicam a graça.

Jesus é o Caminho que leva ao Pai, por meio do Evangelho que Ele nos deu, como o meio a seguir para obter a salvação.

Jesus é a Verdade, porque é Ele – a Palavra viva – que é a fonte e selo de toda a divina revelação. E assim, a Maçonaria eclesiástica trabalha para obscurecer a sua palavra divina, por meio de interpretações natural e racional e, na tentativa de torná-la mais compreensível e aceitável, esvazia-a de todo o seu conteúdo sobrenatural. Assim, os erros são espalhados em toda a parte na própria Igreja Católica. Por causa da difusão destes erros, muitos estão se afastando da verdadeira fé, trazendo com isto a realização da profecia que eu lhes revelei em Fátima: ‘Chegarão tempos em que muitos perderão a verdadeira fé.’ A perda da fé é a apostasia. A Maçonaria eclesiástica trabalha de maneira sutil e diabólica para levar todos à apostasia.

Jesus é a Vida porque Ele confere a graça. A meta da Maçonaria eclesiástica é a de justificar o pecado, de apresentá-lo não mais como um mal, porém como algo bom e de valor. Assim o homem é aconselhado a praticá-lo como um meio de satisfazer a sua existência e a sua própria natureza, destruindo a raiz da qual poderia nascer o arrependimento, e são ditos a ele que não é mais necessário confessar os pecados. A fruta perniciosa deste câncer maldito, que tem sido espalhado por toda a Igreja, é o desaparecimento em todo o lugar da confissão individual. As almas são levadas a viverem no pecado, rejeitando o dom da vida que Jesus nos ofereceu.

Jesus é o Caminho que leva ao Pai, por meio do Evangelho. A Maçonaria eclesiástica favorece aquelas formas de exegese que dá-lhe uma interpretação racional e natural, por meio do uso de vários gêneros literários, de tal forma que ele se torna fragmentado em pedaços em todas as partes. No fim, o homem chega a negar a realidade histórica dos milagres e da ressurreição e coloca em dúvida a própria divindade de Jesus e a sua missão salvífica.

Depois de ter destruído o Cristo histórico, a besta com os dois chifres como cordeiro procura destruir o Cristo místico que é a Igreja. A Igreja instituída por Cristo é um e apenas um: é a Igreja única, santa, católica e apostólica, fundada sobre Pedro. Com Jesus é, também a Igreja é fundada por Ele que forma Seu corpo místico, verdade, vida e caminho.

A Igreja é verdade, porque Jesus confiou somente à ela a tarefa de guardar, na sua integridade, todo o penhor da fé. Ele confiou à ela a Igreja hierárquica, isto é, para o Papa e os bispos unidos com ele. A Maçonaria eclesiástica procura destruir esta realidade através do falso ecumenismo, que leva à aceitação de todas as Igrejas cristãs, afirmando que cada uma delas tem parte da verdade. Ela desenvolve o plano de fundar uma Igreja ecumênica universal, formada por fusão de todas as confissões cristãs, entre as quais a Igreja Católica.

A Igreja é vida porque ela confere graça e somente ela possui o meio eficaz da graça, que são os sete sacramentos. Especialmente ela é vida porque somente a ela foi dado o poder de gerar a Eucaristia, por meio do sacerdócio hierárquico e ministerial. Na Eucaristia, Jesus Cristo está verdadeiramente presente com seu Corpo glorificado e sua divindade. E assim a Maçonaria eclesiástica, de muitas maneiras sutis, procura atacar a devoção eclesiástica contra o sacramento da Eucaristia. Ela dá valor apenas ao aspecto da refeição, procurando minimizar o aspecto do sacrifício, procura negar a presença real e pessoal de Jesus na Hóstia consagrada. Desta maneira todos os sinais externos são pouco a pouco suprimidos que é o indicativo da fé na presença real de Jesus na Eucaristia, tais como genuflexões, horas da adoração pública e o costume santo de acercar-se do tabernáculo com luzes e flores.

A Igreja é o caminho porque ela leva ao Pai, através do Filho, no Espírito Santo, pelo caminho da perfeita unidade. Como o Pai e Filho são um, assim também vocês devem ser um entre vocês. Jesus quis que a sua Igreja fosse um sinal e um instrumento da unidade de toda a raça humana. A Igreja consegue se manter unida porque ela foi fundada na pedra angular da sua unidade: Pedro, e o Papa que o sucede para o carisma de Pedro. E assim a Maçonaria eclesiástica procura destruir a fundação da unidade da Igreja, através de ataque sutil e insidioso sobre o Papa. Ela cria focos de dissensão e contestação contra o Papa; ela apóia e recompensa aqueles que difama e desobedece-o; ela dissemina as críticas e as discórdias de bispos e teólogos. Desta maneira a própria fundação da sua unidade é demolida e assim a Igreja torna-se mais e mais fragmentada e dividida.

Filhos amados, eu tenho os incitado a se consagrarem no Meu Coração Imaculado e penetrarem neste meu refúgio materno, para acima de tudo serem preservados e defendidos contra esta terrível armadilha. Desta maneira, através do ato da consagração do meu Movimento, eu tenho os estimulado a renunciar toda a aspiração de se dedicarem à uma carreira. Assim, vocês estarão mais capacitados a se afastarem da armadilha mais poderosa e perigosa utilizada pela Maçonaria e de se associarem nas suas seitas secretas como fizeram muitos dos meus filhos amados. Eu lhes trago para o grande amor de Jesus-Verdade, tornando-os testemunhas corajosos da fé; para Jesus-Vida, levando-os para a grande santidade; para Jesus-Caminho, conclamando-os a ser na vida apenas o Evangelho, vivido e proclamado fielmente.

Assim eu os levarei para o maior amor para a Igreja.

Eu os trarei para amar a Igreja-verdade, fazendo-os fortes proclamadores de todas as verdades da fé Católica, enquanto vocês se põem em oposição, com força e coragem, a todos os erros.

Eu os farei ministros da Igreja-vida, auxiliando-os a serem sacerdotes fiéis e santos. Estejam sempre disponíveis para as necessidades das almas, prestem-se, com generosa abnegação, para o ministério da reconciliação e sejam chamas intensas de amor e zelo por Jesus presente na Eucaristia. Nas suas igrejas que possam vocês promover freqüentes horas de adoração pública e reparação para o Santíssimo Sacramento do altar.

Eu os transformarei nas testemunhas da Igreja-caminho, e fazê-los preciosos instrumentos da sua unidade. Por esta razão, eu tenho lhes dado, como o segundo penhor do meu Movimento, uma unidade especial com o Papa. Por meio do seu amor e da sua fidelidade, o plano divino da perfeita unidade na Igreja brilhará novamente em todo o seu esplendor.

Assim para a força tenebrosa com a qual a Maçonaria eclesiástica está hoje se exercitando para destruir Cristo e sua Igreja, estou opondo o esplendor poderoso do meu exército sacerdotal e fiel, para que Cristo possa ser amado, ouvido e seguido por todos, e que a sua Igreja seja mais e mais amada, defendida e santificada.

Nisto fará brilhar do alto toda a vitória da Mulher Vestida com o Sol e o Meu Coração Imaculado atinge o seu mais luminoso triunfo.
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LIVRO: Aos Sacerdotes, filhos prediletos de Nossa Senhora. Página 640.

domingo, 26 de agosto de 2012

A Besta semelhante a uma pantera

 


Mensagem de Nossa Senhora ao Padre Gobbi

Festa do Coração Imaculado de Maria, Milão, 3 de junho de 1989:

Amados filhos, hoje vocês estão reunidos em cenáculo de oração para celebrar a Festa do Coração Imaculado da sua Mãe celeste. De toda a parte do mundo eu tenho apelado a vocês para se consagrarem ao Meu Coração Imaculado, e vocês têm correspondido com o seu amor filial e generosidade. Eu tenho formado agora o meu exército, com estes filhos que aceitaram o meu pedido e ouviram a minha voz.

O tempo do Meu Coração Imaculado ser glorificado pela Igreja e por toda a humanidade finalmente chegou, pois, nestes tempos da apostasia, da purificação, e da grande tribulação, o Meu Coração Imaculado é o único refúgio e o caminho que os leva para Deus da salvação e da paz. Acima de tudo, Meu Coração Imaculado torna-se hoje o sinal da minha vitória certa, na grande luta que está sendo travada entre os seguidores do grande Dragão Vermelho e os seguidores da Mulher Vestida de Sol.

Nesta luta terrível, virá do mar, para ajudar o Dragão, uma besta como uma pantera.

Se o Dragão Vermelho é o ateísmo Marxista, a besta negra é a Franco-maçonaria. O Dragão se manifesta na força do seu poder; a besta negra por sua vez, age na sombra, se oculta, e se esconde de tal modo que consegue penetrar em todo lugar. Ela tem a garra de urso e a boca de leão, porque trabalha em todo lugar com astúcia e por meio de comunicação social, isto é, através da propaganda. As sete cabeças indicam as várias lojas Maçônicas, que agem em todo lugar de maneira sutil e perigosa.

Esta besta negra possui dez chifres, dez coroas, que são os sinais de domínio e realeza. A Maçonaria rege e governa através do mundo inteiro por meio de dez chifres. O chifre, no mundo bíblico, tem sido sempre um instrumento de amplificação, uma maneira de se fazer ouvir melhor, um poderoso meio de comunicação.

Por esta razão, Deus comunicou Sua vontade ao seu povo por meio dos dez chifres que fizeram as suas leis conhecidas: os dez mandamentos. Aquele que as aceita e as observa caminha na vida ao longo da estrada da vontade divina, da alegria e da paz. Aquele que faz a vontade do Pai aceita a palavra do seu Filho e compartilha a redenção realizada por Ele. Jesus confere às almas a diviníssima vida, através da graça, que Ele nos mereceu através do Seu sacrifício levado a efeito no Calvário.

A graça da redenção é comunicada por meio dos sete sacramentos. Com a graça se implanta na alma, as sementes da vida sobrenatural que são as virtudes. Entre elas, as mais importantes são as três teológicas e as quatro cardeais: fé, esperança, caridade, prudência, fortaleza, justiça e temperança. No sol divino dos sete dons do Espírito Santo, estas virtudes germinam, crescem, desenvolvem-se cada vez mais e assim levam as almas ao longo do caminho luminoso do amor e santidade.

A tarefa da besta negra, isto é a Maçonaria, é de lutar, de maneira sutil, mas tenazmente, para obstruir as almas a seguirem este caminho, indicado pelo Pai e o Filho e iluminado pelos dons do Espírito Santo. De fato, se o Dragão Vermelho trabalha para levar toda a humanidade a fazer tudo sem Deus, à negação de Deus, e, portanto espalha o erro do ateísmo, a meta da Maçonaria não é o de simplesmente negar Deus, porém de blasfemá-Lo. Esta besta abre a sua boca para proferir blasfêmias contra Deus, para blasfemar o seu nome e a sua morada, e contra todos aqueles que moram no céu. A maior blasfêmia é aquela de negar a adoração devida a Deus, dando-a às criaturas e ao próprio Satanás. Isto é porque nestes tempos, por trás da ação perversa da Maçonaria, estão sendo espalhadas em todo lugar, missas negras e cultos satânicos. Além disso, a Maçonaria age, por todos os meios, para evitar que as almas sejam salvas e assim ela se esforça em anular a Redenção realizada por Cristo.

Se o Senhor comunicou a sua lei dos dez mandamentos, a Maçonaria espalha em todo lugar, através do poder dos seus dez chefes, uma lei que é completamente oposta àquela de Deus.

Para o mandamento do Senhor: ‘Não terás nenhum outro Deus além de Mim’, ela cria outros falsos ídolos, diante dos quais muitos hoje prostram em adoração.

Para o mandamento: ‘Não levarás o nome de Deus em vão’, ela se levanta em oposição blasfemando Deus e seu Cristo, em muitas maneiras sutis e diabólicas, mesmo reduzindo seu Nome indecorosamente ao nível de uma marca de um objeto de consumo e produzindo filmes sacrílegos relacionados com a sua vida e sua Pessoa divina.

Para o mandamento: ‘Lembra de manter sagrados os Dias de Sábado’, ela transforma o Domingo no fim de semana, num dia para esportes, para competições e diversão.

Para o mandamento: ‘Honra teu pai e tua mãe’, ela opõe um novo modelo de família baseada na coabitação, mesmo entre homossexuais.

Para o mandamento: ‘Não cometerás atos impuros’, ela justifica, exalta e propaga toda forma de impureza, mesmo a justificação de atos contra a natureza.

Para o mandamento: ‘Não matarás’, ela conseguir tornar legal o aborto em todo lugar, em tornar aceitável a eutanásia, e fazendo com que desaparecesse o respeito pela vida humana.

Para o mandamento: ‘Não roubarás’, ela trabalha para que o roubo, violência, seqüestro e assalto se espalhem mais e mais.

Para o mandamento: ‘Não darás falsos testemunhos’, ela age de tal maneira que a lei do engodo, mentira e duplicidade se torne mais e mais propagada.

Para o mandamento: ‘Não cobiçarás o bem e a mulher do próximo’, ela trabalha para corromper profundamente a consciência, traindo a mente e o coração do homem.

Desta maneira, as almas se tornam dirigidas para a estrada perversa e malvada da desobediência às leis do Senhor, a se submergirem no pecado e são, portanto, afastadas de receber o dom da graça e da vida de Deus.

Para as sete virtudes teológicas e cardeais, que são o fruto de viver a graça de Deus, a Franco-maçonaria conta com a difusão dos sete vícios capitais, que são os frutos de viver habitualmente no estado do pecado. Para a fé ela opõe o orgulho; para a esperança, luxúria; para a caridade, avareza; para a prudência, ira; para a fortaleza, preguiça; para a justiça, inveja; para a temperança, gula.

Quem se torna vítima dos sete vícios capitais, ele será gradualmente afastado da adoração devido somente a Deus, a fim de dá-la a falsas divindades, que é a própria personificação de todos estes vícios. E nisto consiste a mais horrível blasfêmia. É por isso que sobre cada cabeça da besta está escrito um nome blasfemo. Cada loja maçônica tem a tarefa de se fazer adorada diferente divindade.

A primeira cabeça leva o nome blasfemo do orgulho, que se opõe à virtude da fé, e leva o homem a oferecer adoração à razão humana e a arrogância da tecnologia e progresso.

A segunda cabeça leva o nome blasfemo da luxúria, que se opõe à virtude da esperança, e ele leva o homem a adorar o deus da sexualidade e impureza.

A terceira cabeça leva o nome blasfemo da avareza, que se opõe à virtude da caridade, e espalha em todo o lugar a adoração a deus do dinheiro.

A quarta cabeça leva o nome blasfemo da ira, que se opõe à virtude da prudência, e leva o homem a oferecer adoração ao deus da discórdia e divisão.

A quinta cabeça leva o nome blasfemo da preguiça, que se opõe à virtude da fortaleza, e dissemina a adoração do ídolo do medo das opiniões públicas e de exploração.

A sexta cabeça leva o nome blasfemo da inveja, que se opõe à virtude da justiça, e leva o homem a oferecer adoração ao ídolo da violência e guerra.

A sétima cabeça leva o nome blasfemo da gula, que se opõe à virtude da temperança, e leva o homem à oferecer adoração ao ídolo altamente exaltado do hedonismo, do materialismo e do prazer.

A tarefa das lojas maçônicas é aquela que elas trabalham hoje, com grande astúcia, para trazer à humanidade em todo lugar, a desdenhar a lei de Deus, para trabalhar em oposição aberta aos dez mandamentos, e de retirar toda a adoração devida somente a Deus, a fim de oferecê-la a certos falsos ídolos que se tornaram exaltados e adorados por um número cada vez maior de pessoas: razão, carne, dinheiro, discórdia, dominação, violência, prazer. Assim, as almas são precipitadas na escura escravidão do mal, do vício e do pecado e, no momento da morte e do julgamento de Deus, para a poça do fogo eterno que é o inferno.

Agora vocês entendem como, nestes tempos, contra o ataque terrível e insidioso da besta negra, isto é a Maçonaria, o meu Coração Imaculado torna-se seu refúgio e a estrada segura que leva todos vocês para Deus. No Meu Coração Imaculado existem táticas delineadas que serão usadas pela Mãe celeste, para rechaçar e derrotar a conspiração sutil armada pela besta negra. Por esta razão eu estou preparando todos os meus filhos a observarem os dez mandamentos de Deus, para viverem o Evangelho seriamente; para fazer o uso freqüente de sacramento, especialmente os de penitência e comunhão eucarística, como auxílios necessários a fim de permanecer na graça de Deus; para praticar as virtudes rigorosamente; para caminhar sempre ao longo do caminho da bondade, do amor, da pureza e da santidade. Assim, eu me sirvo de vocês, meus filhos pequeninos, que se consagram a mim, para desmascarar estas sutis armadilhas que a besta negra prepara para vocês e tornar fútil ao final, o grande ataque que a Maçonaria tem lançado hoje contra Cristo e a sua Igreja. E por fim, especialmente na maior derrota da besta, aparecerá em todo o seu esplendor, o triunfo do Meu Coração Imaculado no mundo.
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LIVRO: Aos Sacerdotes, filhos prediletos de Sossa Senhora. Página 634-640 

Pedacinho do céu

Altar Mor da Capela Nossa Senhora da Medalha Milagrosa no número 140, da rua do Bac, Paris - França

Bento XVI: "A falsidade é a marca do diabo", afirma papa na oração do Angelus Domini

Castel Gandolfo (Rádio Vaticano) – “A falsidade é a marca do diabo”, e foi essa a “culpa mais grave” de Judas. Neste domingo durante o Angelus o Papa Bento XVI se deteve sobre a figura de Judas, o Apóstolo que traiu Jesus, comentando a passagem evangélica sobre os discípulos que abandonaram Cristo não acreditando nas suas palavras sobre o seu ser “pão vivo descido do céu”.

“Por quê? Porque não acreditaram nas palavras de Jesus, que dizia: Eu sou o pão vivo que desceu do céu, aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue viverá para sempre (cf. Jo 6,51.54). Essa revelação era para eles incompreensível, porque a entendiam apenas no sentido material, enquanto naquelas palavras foi pré-anunciado o mistério pascal de Jesus, no qual Ele daria si mesmo pela salvação do mundo”.
Como em outros casos, - continuou o Papa - é Pedro, a responder em nome dos Doze: “Senhor, para quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna e nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus” (Jo 6:68-69). Nesta passagem, temos um belo comentário de Santo Agostinho, que disse: “Vejam como Pedro, pela graça de Deus, por inspiração do Espírito Santo, compreendeu? Por que compreendeu? Porque acreditou. Tu tens palavras de vida eterna. Tu nos dás a vida eterna, oferecendo o teu corpo e o teu sangue. E nós cremos e conhecemos. Ele não disse: nós conhecemos e cremos, mas nós cremos e conhecemos. Nós cremos para poder conhecer; se, de fato, quiséssemos conhecer antes de crer, não teríamos conseguido nem conhecer, nem crer.

“Jesus – disse ainda o Papa aos fiéis reunidos no pátio interno da Residência Apostólica de Castel Gandolfo – sabia também que entre os doze Apóstolos havia um que não acreditava: Judas. Também Judas poderia ter ido embora, como fizeram muitos discípulos, ou melhor, deveria ter ido embora, se tivesse sido honesto”.

“Ao invés ficou com Jesus”- prosseguiu Bento XVI. Ficou não por causa da fé, nem por amor, mas com a intenção secreta de se vingar do Mestre. Por quê? Porque Judas se sentia traído por Jesus, e decidiu que, por sua vez, iria traí-lo.

“Judas era um Zelota, e queria um Messias vencedor, para guiar uma revolta contra os romanos. Mas Jesus tinha decepcionado essas expectativas. O problema é que Judas não foi embora, e sua culpa mais grave foi a falsidade, que é a marca do diabo. Por isso Jesus disse aos Doze: "Um de vós é um diabo" (Jo 6,70)”.
O Papa concluiu com o convite a rezar a Nossa Senhora, “para que nos ajude a crer em Jesus, como São Pedro, e a sermos sempre honestos com Ele e com todos” .Em seguida concedeu a todos a sua Benção Apostólica.